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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Brooklyn Brigde, Estátua da Liberdade, Wall Street, Time Square e outros causos...

(Ok, coloquei algumas fotos, mas não mexi no texto, pois a preguiça é amiga da perfeição e vice-versa).
Sigo louco de vontade de postar as fotos aqui, mas como quem lê esse blog é basicamente quem olha minhas fotos no Facebook (ou não olha, vá saber), então, por enquanto vou seguindo apenas postando texto e deixando as fotos para o Face... Ok, podem me criticar, pois estou indo contra todas as orientações de manuais de comunicação visual, de técnicas de venda de produtos literários e culturais, ignorando a força da imagem, mas, foda-se, caminhei o dia inteiro e, por enquanto tô sem saco pra ficar brigando com a página do blog ou tentando criar um novo blog... Quem sabe, um dia, eu crie um novo, mas acho difícil....
Enfim, hoje foi o dia mais agitado desde que cheguei. Saí de casa ao meio dia, almocei numa pizzaria aqui perto em que tive que me desdobrar para descobrir se as coisas do cardápio não tinham nada que tivesse ovo... No fim, acabei comendo um Burger - o lado bom é o preço, com o refri, paguei 6 dólares. Depois segui meu rumo. Como o planejado, passeio na ponte que liga Manhattan ao Brooklyn.
A Brooklyn Brigde é bonita, mas deve ser melhor de ver à noite. Foi de lá que vi pela primeira vez Estatua da Liberdade. Na verdade hoje também foi o dia em que tirei mais fotos, pois eu queria registrar tudo, mesmo sabendo que vou ter tempo para revisitar a maioria dos lugares... Para quem um dia vir a Nova York, apenas digo que esse passeio na ponte do Brooklyn requer vontade de caminhar, pois você atravessa ela - o que já é puxadinho - e depois volta a pé... Ou seja, esse é um passeio que dificilmente a patroa e as crianças vão querer fazer quando estiverem aqui... Até porque talvez a gente more no Brooklyn, então vamos passar pela ponte vezemquando.
Saindo da ponte do Brooklyn, fui catar a City Hall (prefeitura de Nova York). Na verdade tinha passado por ela ontem (fica na pracinha em que tem as obras dos cabeções que botei no face ontem.
De lá fui catar a Trinity Church, que fica na entrada de Wall Street. Inclusive, me surpreendi com Wall Streat, pois, pelo menos hoje, ao contrário daquelas cenas que você vê em filmes, de um monte de gente andando pra cima e pra baixo de terno e gravata, ela estava lotada é de turistas! E de todos os tipos: japoneses, árabes, gente falando espanhol, europeus, etc. Aliás, estou concluindo aos poucos que em Nova York, pelo menos em Manhattan, os turistas são maioria... Ou pelo menos fica no fifty-fifty. Bom, lá fui no Federal Hall, um prédio histórico, mas que não vou ficar descrevendo aqui, pois quem quiser saber mais tem o widipédia, hora pois.
Na frente do Stock Exchange, que é o coração financeiro do mundo, estava sendo apresentado um programa da CNBC, ao vivo, então a galerinha ficava atrás da apresentadora, se cuidando no monitor se estava aparecendo... Eu, obviamente, como todo o brasileiro fiasquento que se preze, fiz o mesmo...
Bom, foi então que aconteceu a coisa mais bizarra da viagem até agora. De lá, eu queria ir para Time Square. Fui catar um metrô, sempre me guiando pelo manual da Folha. O problema é que tem que se ligar na direção do metrô, e eu tinha certeza que estava pegando um Uptown (que vai para cima - em direção a Times Square), mas na verdade eu peguei um Downtown (que vai para o sul da ilha). Resultado: fui parar na Estátua da Liberdade. Isso já era quase cinco horas e eu já estava podre. Mas comecei a andar ao redor, para ver se achava alguma coisa interessante. Então, de repente, vi uma escultura grande, com um arco dizendo que era a Station Ferris, ou algo assim. Porra, tava todo mundo indo pra lá, ou seja, devia ter alguma coisa de lá, alguma vista para a Estátua da Liberdade privilegiada, ou algo assim, até porque por ali tinha todo o tipo de produto turístico envolvendo o monumento mais famoso dos Estados Unidos. Enfim, como todo o brasileiro, resolvi seguir a multidão. Estava eu, adentrando na estação, quando de repente todo mundo começou a sair correndo. Porra! Alguma coisa aconteceu, pensei eu. Será um ataque terrorista? Será que derrubaram a estátua??? Caralho, sai correndo junto!
Quando vi, estava dentro de um barco. Na verdade, no início, achei que nem era barco, achei que era um prédio, e comecei a subir umas escadas, e quando vi, estava no terceiro andar, numa sacadinha, e o troço começou a andar! Cacete! Pra onde estão me levando??? Aí lembrei do blog da Lirian que falava do passeio de barco para ver a estátua, mas eu não sabia (ou não lembrava) que era de graça. Aí comecei a ficar preocupado que alguém me pedisse o ingresso. Tipow, pensei que tinha que ter comprado um ingresso, sei lá, então comecei a ficar longe dos guardinhas uniformizados, pois vá que um deles chegasse e falasse "cadê seu ticket?" e eu "que ticket?" e eles "ah, não tem ticket?" e me jogasse no Rio Hudson. Enfim, depois resolvi curtir a vista e tirei fotos pra caralho. O foda é que o barco balança um monte, então, conclui que seria pior ter vindo de navio para os States, pois passaria vomitando (e vezemquando não é que parece que o troço vai virar?) - e uma espanhola maldita ainda começa a falar em Titanic...
Enfim, fui procurar sobre esse passeio no manual da Folha, e ai tomei um susto: dizia que o horário era até as seis horas. Ou seja, eu pensei que ficaria preso. Quase perguntei pra turistada, "listen, this boat will came back to Manhattan???", mas sei lá, conclui que era só seguir a turistada de novo. Então, na chegada falaram no autofalante que quem quisesse retornar tinha que pegar o próximo barco. Desembarquei do negócio, e segui de volta para Manhattan. Acho que o trajeto todo não dá meia hora e, só depois, fui descobrir que tinha ido para State Island (acho que é isso...), pois na hora achei que esse era o barco que ia para New Jersey... Ou seja, por um tempo cheguei a pensar que ficaria preso em New Jersey e teria que achar um hotel para posar lá, etc, etc...
Feita a lambança, pelo menos visitei antecipadamente um dos pontos turísticos. De lá, agora sim, peguei o trem certo e fui parar na Time Square. Sinceramente se eu soubesse que era tão fantástica teria sido o primeiro lugar que eu teria ido em Nova York.
Aquilo é um circo de outro mundo! O cruzamento com a Brodway é inacreditável. Quase fiquei cego com tantas luzes. Você vê literalmente de tudo lá: o que imagina e o que não imagina. Dei uma circulada rápida por lá, tirando foto atrás de foto, mas estava cansado, e então resolvi catar um lugar pra comer. Nem é preciso dizer que a patroa e as crianças vão se apaixonar pela Times Square - principalmente a Larissa - pois é cheio de gente fantasiada de todos os personagens infantis pelas ruas, além de luzes e lojas gigantes de brinquedos completamente sensacionais. Enfim, sai daquela loucura e entrei, se não me engano, na 42 Street - ou seria a 47? Bom, só sei que é outra rua inacreditável, onde tem pubs, restaurantes, etc, um do lado do outro. Quis pegar o mais simples, e vi um em que havia umas mesinhas na calçada, e resolvi entrar: quando adentrei o recinto tomei um susto - o troço era podre de chique, com as mesas com velas, o ambiente com meia luz, etc. Pedi o banheiro e era no outro andar, que era mais chique ainda, bem num estilo de pub. Então desci e peguei o menu. Caralho, achei um negócio escrito "chiken" e perguntei se ia ovo em alguma daquelas outras coisas (que eu não sabia o que era). O garçom disse que "anything has egs", então, manda vê. Primeiro ele trouxe um pão redondo com uns potinhos de margarina. Caralho, será que é um pão de galinha? Comecei a comer o pão, ora pois, pois o tempo passava e o garçom nem bola pra mim. Achei que aquele era o prato que tinha pedido...
Quando estava quase terminando o pão, o garçom trouxe o prato verdadeiro. E o pior é que tinha dois garfos e duas facas (um diferente do outro, provavelmente um para cada tipo de comida). Caralho, pensei. Pedi um Budwaiser (e é interessante, porque é longnek e eles não servem copo, ou seja, você toma no bico) e pensei "que se foda, vo come de qualquer jeito esse troço". E comi.
Sai dali e dei mais uma puta caminhada até o metrô. Já era quase nove horas e estava completamente morto. O pior que o trem de volta estava lotado e vim de pé. Cheguei em casa, falei com a patroa e as crianças, e agora estoy aqui. Ainda na chegada fui surpreendido, porque o casal de espanhóis que foi embora hoje me deixou uma mochila, dessas de por nas costas (média, boa para passear) pendurada na fechadura do meu quarto com um bilhete dizendo que se eu quisesse podia ficar com a mochila, pois eles não a levariam para a Espanha. Caralho, ganhei uma mochila! Ah, e amanhã troco de quarto, a dona do Ap vem aqui e vai me passar para o quarto em que eles estavam. Não aguentei a curiosidade e fui lá espiar. É bem maior, tem frigobar e TV a cabo e, claro, ar condicionado, mas nesse em que estou agora também tem....
E antes fui treinar meu inglês com o outro carinha que mora aqui, o que pesa uns 160 quilos e é do Arkansas, ele me contou que estão testando pílulas para que as pessoas durmam de duas a três horas por noite sem ter a saúde prejudicada. Intersting, ãhm? Yes, man! I need this one!
Ok, por hoje chega. Um dia eu pretendo retomar esses textos e acrescentar as fotos pertinentes a cada comentário, mas, enquanto isso, convido você, nobre leitor, a ver as fotos no Facebook. E se você não é meu amigo no Face, pode me add lá (ok, não creio que alguém que não me conheça leia esse blog, mas enfim, caso um dia apareça algum perdido aqui, vai lá, me adiciona no Face).
Agora sim, o sono começou a bater.
Hasta!

4 Comentários:

  • Hahaha só tu! Ri muito do teu relato da entrada mais perdida - e tudo certo - para ver a Estátua da Liberdade. Foi bem esse que eu peguei, afinal, é de graça rss. A Times Square é uma loucura mesmo. Bá, tá me dando saudade de NYC! Pelo que vi nas tuas fotos, tá cheíssimo de turistas. Quando eu fui não tinha taaantos assim. Logo acabam as férias e deve diminuir. Vai ser muito bom pro teu inglês morar com esse pessoal. Ah, obrigada pelas referências à minha pessoa e meu blogs rss. Segue aproveitando aí!

    Por Blogger Lirian Sifuentes, às 17 de agosto de 2013 07:21  

  • Tem um livro chamado turista acidental, descobri quem encarnou o dito cujo! Hahahahaha.

    Por Blogger Marcos, às 18 de agosto de 2013 06:25  

  • Porra alemao! Ganhei um monte de mochila quando estive fora tb, mas ajudou o fato de trabalhar num hotel.

    Tomar a Bud em NY é coisa de yuppie! porra german

    Por Blogger Zaratustra, às 19 de agosto de 2013 16:37  

  • adorei...e ri muito!

    Por Blogger Athena, às 20 de agosto de 2013 06:53  

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