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quinta-feira, 21 de abril de 2011

A borboleta polída

A borboleta voa atrás do pólen. Ela não acha o pólen. Mas ela está sempre atrás do pólen. Ela vai de flor em flor atrás do maldito pólen. Onde estará a porra do pólen? A borboleta não sabe. Então, ela encontra a abelha e lhe pede um pouco de pólen. A abelha diz que está em falta. “Vai se fuder”, responde a borboleta. “Entregue-me um pouco de pólen, ou morrerei”, implora a borboleta. A abelha sugere que a borboleta busque pólen com a mariposa. Assim, ela voa até a mariposa e lhe pede um pouco de pólen. “Mas que pólen?”, pergunta a mariposa. “O pólen, pô”, retruca a borboleta. A mariposa vê que a borboleta não está normal e sai voando. A borboleta, enraivecida, segue voando de flor em flor, procurando um pouco de pólen, mas não o encontra em lugar nenhum. Dali a pouco surge uma garotinha. A borboleta pousa na ponta do dedo da garotinha, que sorri. Ela faz piruetas, dança, até faz barulho audível ao sensível ouvido da garotinha, tenta comunicar a garotinha de que precisa de pólen, mas é inútil. A garotinha apenas sorri de volta e vai andando com a borboleta fazendo mirabolices em seu dedo. Cansada de gesticular, a borboleta voa de volta para as flores, em busca de pólen. “O pólen é foda”, pensa a borboleta. “Mas eu preciso dele”, complementa. Então, a borboleta encontra outra borboleta e lhe pede um pouco de pólen. A outra responde que também está a procura de pólen, mas que parece que está em falta no mercado. As duas se despedem. Enquanto vai para perto de um pé de abacate a meminha volta e ZAP, prende a borboleta em um vidro. A garotinha fica observando a borboleta que cai babando no canto do vidro, tentando gritar “preciso de pólen, preciso de pólen...”, enquanto vai ficando branca e desfalecendo....

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