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segunda-feira, 14 de março de 2011

Bilula

Minha guria, chamada Larissa Aguiar Ritter, já tem um apelido. Sacumé, apelidos que os pais dão para os seus filhos. Eu tive vários. O primeiro e único que perdura até hoje é o mais simples: Dudu. A história do Dudu é simples. Na família sempre fui chamado de Dudu: por pais, tios, etc. Pelos mais velhos, obviamente. Entre os primos da mesma idade que eu, como o Alemão, eu era simplesmente Eduardo. Entretanto, quando fui trabalhar pela primeira vez em Ijuí, em 2002, tinha como colega o meu primo mais velho, Sandro Silvello, que é um dos que me chamam de Dudu. E, assim, o Dudu se alastrou pelos quatro cantos de Ijuí: trabalho, universidade, etc., sobrevivendo até os dias de hoje.
Já meu segundo apelido é uma honra: Zizinho. Esse, só minha mãe me chama até hoje e é uma honra porque quando eu estava naquela idade de ser 100% fanático por futebol, descobri que um dos maiores nomes da história do futebol também era Zizinho, ou, simplesmente, Mestre Ziza. Além disso, quando eu queria alguma coisa até apelava: “dá cinco pila pro Zizinho comprar um pacote figurinhas.E, assim, completei o álbum do Campeonato Brasileiro de 1993. O Nevada, do Náutico, foi a última figurinha que faltava e consegui ela, toda rasgada e remendada com duréx, em uma árdua negociação com um colega meu. No fim, fiz um ótimo negócio: troquei umas 50figurinhas repetidas pelo Nevada.
O último apelido que tive, também foi dado pela minha mãe (não sei o motivo da obseção que as mães têm em dar apelidos para os filhos pequenos). Esse é um pouco mais complexo, tanto é que não sei dar explicações até hoje. Vejam vocês: Pintinho. Eu lembro que quando me escondia dos meus pais para não ir à psicóloga (eles resolveram levar meu irmão e eu em uma profissional da mente humana, depois da 100ª briga em que quase nos matamos), eu ouvia-a chamando: “cadê você, pintinho?”. E eu ficava lá, escondido atrás de algum balcão, esperando o tempo passar para perder o horário na psicóloga... Entretanto, como não era muito esperto, eu comia Chips enquanto esperava, e a mãe ouvia o barulho ROC ROC ROC e me achava...
Depois, ainda tive mais dois apelidos no colégio. Não me incomodava com nenhum. O primeiro foi quando estava na 4ª série: Nabuquinho. Quando meus colegas descobriram que meu pai se chamava Nabuco, foi automático: virei Nabuquinho na mesma hora.E fiz jus ao apelido: bati em uns três ou quatro, exatamente como contavam que meu pai fazia quando era pequeno. Assim, chamavam-me respeitosamente de Nabuinho. Caso alguém me chamasse de Nabuquinho eu franzia a testa e retrucava: “Nabuquinho não! Para você é senhor Nabuquinho!”. E, o último apelido que tive foi Hitler, no segundo grau. O velho trocadilho “Ritter” com “Hitler”. Também não ligava, pois todo mundo tinha apelidos naquela turma que iam desde Cabelo, passando por Nerd e Beiço, até chegar no Orelhano.
Mas chega de falar de mim. O apelido da minha filhinha foi dado pelo vovô Nabuco e, por enquanto, é o que mais pegou: Bilula. Outro tio meu, o tio Gringo, que sempre apelidou as crianças da família, a chama de Titinha. Ah, lembrei-me de outro apelido que tive, o que o tio Gringo me deu quando eu era cria: Fuinha. Também sempre achei graça desse apelido. Mas, como ia dizendo, o apelido que pegou na minha guria até agora é Bilula. Acho que ela vai ter que conviver com isso, pois eu gosto de a chamar de Bilula. É a Bilulinha do papai! Hasta!

3 Comentários:

  • Porra alemao! Eu nunca tive apelidos, até pela dificuldade de achar um pelo meu nome. Porém depois de velho me deram um na faculdade, que ´persiste até hoje, e outro na Itália, que era usado por umas 3 ou 4 pessoas que eu convivi.

    E viva a bilula

    Por Blogger Zaratustra, às 14 de março de 2011 12:46  

  • mentiras e mais mentiras: primeiro zizo, todos te chamam... a vane, a kaka, eu, zizo vem de duduzinho zizo zizinho oras; depoisssssss eu que chamei a larissa de bilula e o paii q adotouuu...eu sou quem a apelidouu minha bilulinha linda q nem a tia!

    Por Blogger Carolina, às 14 de março de 2011 14:33  

  • Eu tenho um de infância: Tato, um do 2º grau, Bacamarte (Baca, pros intimos), Marcão dos meus colegas atuais e Barriga (dos meus queridinhos alunos).

    Por Blogger Marcos, às 19 de março de 2011 20:40  

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