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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Presentão

Aos 48 minutos do segundo tempo da minha dissertação, ganhei da minha ermã um presentão que está sendo super-útil para os retoques finais de minha pesquisa: o Caderno de Literatura Brasileira do Instituto Moreira Salles n°16, sobre o Erico Verissimo. Na verdade, quem me falou desse exemplar por e-mail foi a filha de Erico, Clarissa Verissimo, que mora nos Estados Unidos. Pedi para ela escrever um texto sobre o seu pai, e ela me indicou esse caderno, que é uma bíblia para quem pesquisa a vida e obra do autor. Reúne textos de especialistas sobre Erico Verissimo, amigos, parentes (inclusive da própria Clarissa), entrevistas concedidas pelo escritor, fotos espetaculares, cartas e outros materiais que estão no Acervo do escritor, que se mudou há pouco tempo de Porto Alegre para o Rio de Janeiro. Tive o privilégio de ter acesso a esse acervo na Jornada de Literatura de Passo Fundo de 2005, ano do centenário do escritor. Para a minha sorte, estava fazendo a monografia de graduação na época, e fiz diversas anotações que permanecem guardadas em algum lugar do meu quarto.
Enfim, o Caderno (que, apesar desse nome, poderia tranquilamente ser chamado de livro) chegou hoje de manhã, e agora, às 15h01 estou na página 27. Mesmo tendo lido pouco, já estou ansioso para devorar todas as palavras que estão reunidas nas mais de 150 páginas restantes do caderno. No momento, acabei de ler uma carta de Erico Verissimo para a sua amiga, a escritora Lygia Fagundes Telles. Ao ler tal texto, fiquei imaginando o Erico escrevendo algo semelhante em um blog dos dias de hoje. Vejam só:

“Querida Lygia: Alguém mandou ao meu filho um patinho recém-nascido. As crianças interessaram-se por ele nos primeiros dias, mas depois o esqueceram e o bichinho anda por aí tão órfão que todas as tardes se refugia no meu escritório e se aninha entre os meus desert boots – e eu tenho de bater máquina com a atenção dividida entre o que escrevo e aquela coisa penugenta e solitária, cuidando para não machucar o patinho, que nem nome tem” – após escrever sobre o livro de Lygia e se despedir, ele coloca uma observação: “Bom, o patinho amarelo vai entrando em cena. Vou preparar o ninho dele. Até qualquer hora. Um abração do Erico”.

Tu vês. E eu vou voltar ao Caderno! Hasta la vista!

3 Comentários:

  • denada...pobre patinho amarelinho? quem dá um patinho pra alguém??

    Por Blogger Carolina, às 25 de novembro de 2010 09:30  

  • com certeza quem deu o patinho foi um grego.

    Quanto ao conflito no oriente médio, nao conheço mta coisa, e nao sou um entendido. Sò sei que paz è um substantivo abstrato, para eles.

    Por Blogger Zaratustra, às 25 de novembro de 2010 14:07  

  • Acredito ter lido todas as obras do Érico e praticamente todas do filho LFV, sou admirador inconteste dos dois.
    Escolheste bem. Coincidência, ontem postei (copiei) um texto atribuído ao LFV.
    Uma vez deram um pintinho amarelinho pros meus filhos, morávamos em apartamento, não durou muito, acho que um gato comeu-o-o devidamente. Hehehehe

    Por Blogger Marcos, às 26 de novembro de 2010 06:07  

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