<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641</atom:id><lastBuildDate>Wed, 30 Dec 2009 17:27:42 +0000</lastBuildDate><title>O Rebate - Eduardo Ritter</title><description></description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Jornal O Rebate)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>288</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-3515929830302683799</guid><pubDate>Mon, 28 Dec 2009 23:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-28T15:30:02.191-08:00</atom:updated><title>Ano novo, novos pensamentos, perspectivas e novos atacantes...</title><description>Como estou cansado demais para escrever e está para começar mais um clássico no Playstation, vou postar aqui o texto que mandei para o JM. Feliz ano novo para todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço muita gente que não gosta da virada de ano porque a considera um momento de ilusão coletiva: na troca de uma data muitas pessoas pensam que tudo vai mudar do dia para a noite. No entanto, eu considero a virada do ano como um período de mudanças ou de confirmações. Por exemplo: tem gente que troca um casamento confirmado por alguns momentos de prazer a beira-mar. Agora, convenhamos que, sem dúvida, pode tratar-se de uma boa troca. Naqueles dias você fica ali, sentado na areia, olhando a beleza do mar, aqueles corpos torneados seminus desfilando diante de seus olhos e, enfim, nesse momento a vida é bela. Ainda mais se tiver um copo de caipirinha gelada e doce na mão. E qual a perspectiva do casamento? Cobranças, rotina, alguns momentos de prazer, mais cobranças, algumas brigas, família metendo o bedelho na rotina, outras cobranças, e por aí vai. Nunca fui casado, digo isso apenas como espectador. Mas já fui para a praia e a parte de ficar sentado na beira do mar, sentindo uma paz interior do caramba, tomando caipirinha, ah, essa conheço muito bem. E, realmente, é difícil trocar esses momentos de prazer certo por outros incertos, ainda mais para quem mora tão longe do litoral, como é o nosso caso. Ou abrir mão desses dias maravilhosos, por outros, que podem não ser tão maravilhosos assim.&lt;br /&gt;Falei de tudo isso para tentar explicar o que está se passando na cabeça do torcedor gremista. Estou escrevendo essa coluna no domingo, no entanto, quando ela for publicada, provavelmente a situação do Maxi Lopes já esteja definida. Mas o sentimento do gremista hoje é exatamente esse: ele está na dúvida entre trocar o prazer certo (como a praia ou os gols do Maxi Lopes) pelo prazer incerto (o Borges ou o casamento). O gremista conhece o Maxi Lopes, que é a cara do Grêmio: brigador, raçudo, bom cabeceador, alto e, ainda por cima, tem boa técnica. Já o Borges... bom, o Borges fez gols jogando pelo São Paulo, mas aí a questão: jogando com os jogadores do São Paulo até eu sou candidato a artilheiro. E aí a desconfiança. Aí a incerteza. Aí a cobrança, aquela mesma, do casamento. Aliás, uma frase que um conjugue gosta de falar para o outro é: quer liberdade, quer curtir a vida sem dar explicações à ninguém? Tudo bem, então, fique solteiro! Qual o (a) casado (a) nunca ouviu ou disse essa frase alguma vez na vida? &lt;br /&gt;Mas enfim, a vida, como os clubes de futebol, é feita de opções e de decisões. Alguns preferem abrir mão do casamento por umas férias na praia. Uma sábia decisão. Outros preferem o casamento à praia. Outra sábia decisão, dependendo de quem for a noiva ou o noivo. O problema é que no caso do clube, o torcedor decide, mas nem sempre o que acontece é o que ele quer. Bem como às vezes a praia pode ser catastrófica (dependendo dos acompanhantes) e o casamento pode ser milagrosamente prazeroso durante a vida inteira. Enfim, um feliz ano novo a todos!&lt;br /&gt;* texto publicado no JM do dia 29/12&lt;br /&gt;PS: Feliz aniversário para a minha mãe!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-3515929830302683799?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/12/ano-novo-novos-pensamentos-perspectivas.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-8999449941526489600</guid><pubDate>Sun, 20 Dec 2009 21:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-20T13:28:54.117-08:00</atom:updated><title>Sorvete caliente</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Sy6Wt6olOOI/AAAAAAAAA1E/F3epJbYEdWI/s1600-h/casal.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 187px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Sy6Wt6olOOI/AAAAAAAAA1E/F3epJbYEdWI/s200/casal.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417433117351033058" /&gt;&lt;/a&gt;Depois de tanto tempo esperando, ele finalmente a viu. Décadas se passaram, mas o brilho dos olhos, o sorriso, a pele clara e macia ainda estavam vivos em sua memória. Ele a cumprimentou e ambos foram a uma sorveteria. Conversaram durante horas. Havia muito a contar: amores frustrados que passaram pelas suas vidas, banalidades, putarias, bebedeiras, sonhos que não se concretizaram, histórias de amigos, de parentes, tragédias familiares, morte do cachorro de estimação, e você lembra do Cara de Queijo? Eram anos de distância, livros de histórias que mais pareciam ficção, mas que eram, em suas mentes, uma romanesca realidade. Anos que eram um abismo. Na última vez que haviam se visto, ele namorava a Agatah e ela o Ferdinando. Acabaram rindo do nome dos ex-namorados ao lembrarem disso. E quando o sorriso se desfez, ficou no ar um silêncio constrangedor a apaixonante. Os dois se olharam, sem jeito, como se fossem duas crianças de dez anos de idade. O silêncio os uniu e as bocas se aproximaram. Ao sentir a boca dela se aproximar, ele não sentiu mais as suas pernas. Era um simples homem sem presente, nem passado, nem futuro. Era apenas um sentimento ambulante. Era apenas paixão. O mesmo ocorria com ela, que se sentia com o peso de uma pluma vermelha de paixão. Há quanto tempo não se sentia daquela forma? O que era aquilo? Parecia o primeiro beijo, o primeiro amor. Com os lábios colados, as línguas se entrelaçavam, ofegantes. Parecia um sonho que se tornava realidade após anos de espera. Um sonho inalcançável e impossível. Quando as duas bocas se desgrudaram, os dois pares de olhos seguiam colados, como se fossem uma coisa só. Os dois queriam que aquele momento parasse, que durasse para sempre. Não queriam mais saber dos amigos nem da família, que certamente atrapalhariam aquela apoteose do amor. Queriam ficar apenas os dois, ali, juntos, um sentindo a presença do outro. No entanto, o mundo real os chamava de volta, e ele foi levá-la para casa. Entregou-lhe seu presente de aniversário, e ela convidou-o para entrar.&lt;br /&gt;Mal passaram pela porta e ele, num súbito surto de paixão, agarrou-a pela cintura e beijou-a fervorosamente. Faíscas saiam daqueles lábios. As mãos exploravam os corpos. A direita dele entrava na saia dela, que inicialmente tentou detê-lo, mas não conseguiu. Era como se disse “pára” querendo dizer “vêm”. Logo ela também passava a mão pelo peito dele, e dali foi descendo, até que ambos, sôfregos de prazer, começaram a tirar as roupas para ter o mais intenso e belo prazer de suas vidas. Os corpos suados se exploravam. A palavra de paixão de um chamava a palavra de amor de outro. Eram um só só corpo, uma só carne, um só amor, e uma só vez. Uma só vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-8999449941526489600?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/12/sorvete-caliente.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Sy6Wt6olOOI/AAAAAAAAA1E/F3epJbYEdWI/s72-c/casal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-8741527359307380072</guid><pubDate>Sun, 20 Dec 2009 18:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-20T10:28:27.989-08:00</atom:updated><title>O novo hóspede do buraco do beco e outros causos</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Sy5qkHTF9yI/AAAAAAAAA00/SHYwBmoZvCo/s1600-h/tiger+woods.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 129px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Sy5qkHTF9yI/AAAAAAAAA00/SHYwBmoZvCo/s200/tiger+woods.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417384570440251170" /&gt;&lt;/a&gt;Não cheguei a mencionar no &lt;em&gt;post &lt;/em&gt;anterior que o lugar onde moramos é conhecido como “beco”. O motivo disso é simples: realmente trata-se de um beco sem saída. Na verdade, nós moramos num buraco dentro desse beco. Só que de ontem para hoje, contamos com um novo hóspede aqui no buraco do beco: um rato. Aliás, talvez sejam mais. Possivelmente seja uma família de ratos. Uma cidade de ratos. Quiçá, uma nação de ratos. &lt;br /&gt;Curiosamente, durante o ano que está findando, eu li “Os ratos”, do Dyonélio Machado. Na verdade, no livro, os ratos só aparecem numa cena secundária no final do livro. Enfim, após esse parêntese sem muita lógica, voltamos ao novo hóspede. Sua primeira aparição ocorreu enquanto o Agnight e eu jogávamos Grêmio e Ajax no vídeo-game. Jogo duro. Revanche da final do mundial de 1995. Estávamos concentrados no jogo, quando eu vi um ponto preto andando encostado na parede branca. Era o hóspede. Ele se escondeu, bem quietinho atrás daquele aparelhinho preto que liga a internet. Eu peguei a vassoura e o Agnight o espantou o bicho até que ele chegasse em frente à porta. Quando chegou nesse ponto, eu ergui a vassoura e “zapt!”, dei uma linda tacada ao melhor estilo Tiger Woods, e o ratinho voou para longe, gritando “criiiiiiii!”. Depois disso (e de ter vencido o Ajax com um gol de falta aos 40 do segundo tempo), achei que tinha resolvido o problema e que o hóspede inesperado nunca mais aparecesse. No entanto, hoje à tarde, quando acordei, ouvi um barulho numa sacola de plástico. Aproximei-me e ouvi o mesmo “criii” da tacada do dia anterior. Fui pegar a sacola, e o desgraçado sumiu. Tirei todas as coisas do meu quarto. Tirei tudo de dentro das sacolas, mas não o vi mais. Deve ter ido para outro quarto, pelas frestas que têm nas paredes de madeira. O desgranido deve estar por aqui. E o pior: deve estar querendo a minha cerveja... Na próxima fez não pouparei a vida do desgraçado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;***********************&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Sy5qaHunfAI/AAAAAAAAA0s/KXrwRn6IndU/s1600-h/dama+e+vagal.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Sy5qaHunfAI/AAAAAAAAA0s/KXrwRn6IndU/s200/dama+e+vagal.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417384398757002242" /&gt;&lt;/a&gt;Outro dia estava me perguntando que critérios utilizo para considerar bom um escritor. Lendo Jack London, cheguei à resposta rapidamente: considero bons escritores aqueles que escreveram textos que eu leio e penso “porra, queria que esse texto fosse meu”. Ou ainda, quando leio e o cara colocou em palavras perfeitas e em ordem perfeita, coisas que penso ou semelhantes às que aconteceram ou acontecem comigo. Por exemplo, vejam essa passagem do Jack London, onde a mãe da mulher na qual Martin Eden (personagem auto-biográfico de London) está interessado e tenta convencê-la a deixá-lo de vez:&lt;br /&gt;“Ele é quatro anos mais novo do que você. E anda ao deus-dará, sem posição nem salário. Não tem senso prático. Se o tivesse, e uma vez que a ama, deveria empreender qualquer coisa que lhe desse o direito de casar, em vez de ficar brincando com essas histórias e esses seus sonhos infantis. Receio bem que Martin Eden nunca chegue a adulto. Não quer responsabilidades nem trabalhar como um homem, como fez seu pai e como fizeram todos os nossos amigos, e Butler acima de todos. Receio muito que nunca chegue a ser um homem capaz de ganhar dinheiro. E este mundo encontra-se de tal forma ordenado que o dinheiro é indispensável à felicidade... Oh, não!, nada dessas fortunas gigantescas, mas o bastante para permitir viver em certo conforto e decência” (p.156-157).&lt;br /&gt;Rapaz! Quando li isso, quase mandei imprimir uma cópia desse trecho e pendurar num quadro no meu quarto para ler todas as manhãs. O cara criou essa cena antes de 1909 (data da publicação) e, vejam vocês, isso acontece até hoje com muitas pessoas. Aliás, sempre aconteceu e sempre acontecerá. Mas cara, eu poderia roubar esse trecho e, colocando mais dois anos na diferença de idade entre Martin Eden e Ruth, poderia escrever como se fosse uma história minha! Caramboles, vejam vocês.&lt;br /&gt;Pronto, acabou o texto e acabou a cerveja. Vou voltar ao livro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-8741527359307380072?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/12/o-novo-hospede-do-buraco-do-beco-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Sy5qkHTF9yI/AAAAAAAAA00/SHYwBmoZvCo/s72-c/tiger+woods.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-9189625596736372931</guid><pubDate>Sat, 19 Dec 2009 17:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-19T09:11:53.075-08:00</atom:updated><title>O ovo assassino - versão serrana</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Sy0JSKSM-RI/AAAAAAAAA0k/-ziFau23o6w/s1600-h/ovo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 161px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Sy0JSKSM-RI/AAAAAAAAA0k/-ziFau23o6w/s200/ovo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416996134399572242" /&gt;&lt;/a&gt;Em uma semana em Bento Gonçalves, sigo tendo que dar mil explicações sobre a minha alergia a ovo. Lembram daquele texto, escrito há mais de ano, um dos primeiros desse blog, intitulado “O ovo assassino”? Estou seriamente pensando em imprimir umas trezentas cópias e sair distribuindo por aí. Primeiro, respondi todas as questões que ouço há 28 anos aos meus amigos, colegas e companheiros de casa, Agnelo e Araldo. Bom, trato de adiantar que não se trata de uma dupla sertaneja, mas sim de uma dupla de jornalistas porto-alegrense, igualmente importada para a Serra Gaúcha. Passada uma semana, agora eles estão começando a saber o que vai e o que não vai ovo. Disseram outro dia que sou um especialista em ovo.&lt;br /&gt;Abro um parêntese porque nesse momento Independiente fez 1 a 0 no Barcelona na final do Mundial Interclubes. É tão comum vencer o Barcelona na final do Mundial... Daqui uns dias até a SER Santo Ângelo, o São Luiz de Ijuí e o Esportivo de Bento também vão fazer isso...&lt;br /&gt;Mas, voltando ao ovo, bom, quem mais ta sofrendo com isso é o Agnelo, apelidado por nós de Aguinight, já que ele é o gourmet da casa e por enquanto tem se virado com pratos sem ovo. As respectivas namoradas deles também já se acostumaram, e não adianta eu dizer “não esquentem, podem comer coisas com ovo que eu faço um sanduíche para mim”. Todos aqui tem se demonstrado solidários com o meu triste destino alimentício, apesar das piadas e da desconfiança que eles tem de que minha alergia é psicológica e dos meus xingamentos relacionados a isso. &lt;br /&gt;Outro que já decorou a minha alergia é o tio do Marmitex. O Marmitex é um restaurante que tem perto da rádio onde vendem prato pronto. Vêm arroz, feijão, bife, purê de batata, ovo frito, massa e maionese. Eu chego na porta e o tio já grita para o pessoal da cozinha:&lt;br /&gt;Vai fazendo um daqueles que não vai nada!&lt;br /&gt;E não adianta explicar que não é para por ovo, maionese e massa porque tenho alergia. Eles ficam me olhando como se dissessem “quanta frescura”. Enquanto eu não vomitar na mesa dos clientes isso vai continuar. Apesar disso, o tio é parceria, porque ás vezes coloca uma coxa de galinha ou dois bifes para compensar o ovo, a massa e a maionese. &lt;br /&gt;Nos outros restaurantes onde comi aqui até agora, onde pedi prato feito, tive que dar a mesma explicação. Eu pergunto:&lt;br /&gt;O que vai?&lt;br /&gt;Vai isso, aquilo, mais não sei o quê, ovo, maionese e massa.&lt;br /&gt;E eu digo:&lt;br /&gt;Pode tirar o ovo, a maionese e a massa.&lt;br /&gt;O garçom sempre arregala os olhos e diz: &lt;br /&gt;Então tu vai comer o quê?&lt;br /&gt;Porra, vou comer o resto: arroz, feijão, batata frita e carne uai. Pra que mais?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-9189625596736372931?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/12/o-ovo-assassino-versao-serrana.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Sy0JSKSM-RI/AAAAAAAAA0k/-ziFau23o6w/s72-c/ovo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-5484636543919294736</guid><pubDate>Wed, 16 Dec 2009 00:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-15T16:17:21.757-08:00</atom:updated><title>Dudu de duas cabeças</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Sygm380WHjI/AAAAAAAAA0c/xYnTzO1hoW4/s1600-h/gemeos_desenho_posters.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Sygm380WHjI/AAAAAAAAA0c/xYnTzO1hoW4/s200/gemeos_desenho_posters.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415621294573362738" /&gt;&lt;/a&gt;Lembro-me de um livro, que deve estar na bagunça do meu quarto (que dessa vez bateu todos os recordes possíveis e imagináveis de desorganização), que se chama Jornalismo e Literatura – A sedução pela palavra. Para ser mais específico, a minha lembrança é em relação ao texto “Repórter de três cabeças”. Não tenho certeza se é esse o nome, e não me recordo do autor, mas se algum dia algum inquieto leitorinho lembrar, pode me cobrar esses detalhes, quando eu tiver um quarto organizado, com os livros todos fichados em uma estante, bem bonitinhos. Enfim, no texto, o repórter volta da rua para escrever a reportagem, e acaba escrevendo três textos com três pontos de vista completamente diferentes sobre o mesmo acontecimento. Tem um motivo específico para isso, mas não me recordo agora também, só me lembro que tem algo a ver com o chefe dele. É, realmente vale a pena outra hora eu procurar esse texto para vocês terem uma ideia melhor. Mas voltando ao assunto, lembrei desse texto, novamente pensando no comentário do Ababelado do penúltimo post. Sob um ponto de vista, posso ser um pequeno burguês mal resolvido. Sob outro, posso ser um Charles Bukowski sem talento. De qualquer forma, estou fodido. Vamos aos exemplos. Seguindo a ideia do Repórter de três cabeças, vou fazer uma versão de “Dudu de duas cabeças”, pois só vou escrever duas versões semi-ficcionais do meu dia. &lt;br /&gt;Primeiro, a pequeno burguesa. Tentarei ser sucinto para não cansar o preguiçoso leitorinho pós-moderno:&lt;br /&gt;“O relógio despertou às 9h. Acordei, liguei o rádio, que ganhei antecipadamente da minha mão de natal, e ouvi as notícias do horário para chegar na redação inteirado dos assuntos que estavam em debate no dia. Escovei os dentes, tomei um café e fui para o trabalho pensando em todas as minhas obrigações jornalísticas. Chegando lá, dei um 'bom dia' para todos, e sentei em meu computador. Desci para falar com o chefe e na volta passei as orientações para os repórteres. Fui para casa almoçar, e em seguida voltei para a rádio para produzir o noticiário que iria apresentar das cinco às sete da noite. Apesar da correria, consegui fazer tudo a tempo. Ocorreram alguns erros na parte técnica, pois tenho que fazer a mesa de áudio, produção e locução, todas essas funções ao mesmo tempo, mas é proveitoso, pois estou aprendendo muito com isso. Depois de sair do estúdio, fui para a rua fazer a enquete para o programa de amanhã de manhã. Cheguei em casa às nove, tomei um banho, liguei a TV na Globo News, e agora estou no notebok escrevendo esse belíssimo texto para vocês”. Ponto final. &lt;br /&gt;Agora, vamos a versão a lá Bukowski.&lt;br /&gt;“A porra do relógio despertou às nove da madrugada. Liguei a merda do rádio para fazer barulho e me sentir menos só nessa bosta de mundo, pois minha família, minha esposa, meus cachorros, todos me abandonaram. Olhei para a escova de dentes, mas apenas enxaguei a boca para tirar o bafo matinal de ressaca. Mijei. Enquanto mijava, deu vontade de cagar. Caguei. Fiquei olhando para uma aranha que andava por ali, e me excitei, afinal, faz tempo que não vejo uma, mas preferi deixar a bronha para à noite. Tomei um banho para espantar o sono e fiquei de pau duro com a água quente. Quase bati a bronha, mas não daria tempo. Cansado e de saco cheio como estava, ia demorar uns 15 minutos para gozar. Melhor deixar para de noite. Cheguei na rádio, murmurei um 'oi', bocejei e sentei-me na frente do computador de cabeça baixa torcendo para que o ponteiro do relógio voasse, mas aquela merda é muito lerda. Desci para falar com o chefe, mas nem lembro o que ele disse, já que estava pensando no filme pornô que assisti pela janela do vizinho na noite anterior. Fui voando em casa almoçar, engoli um macarrão sem ovo, e em seguida voltei para a porra do trabalho para fechar o noticiário que apresentei. Foi uma bosta, pois eu tinha que fazer a produção, a locução, a mesa de áudio e tudo. Só faltava limpar a bunda enquanto falava. Quando vão contratar mais gente?  Depois de sair do estúdio, um colega meu ainda me pediu para fazer a enquete para ele. Fui lá e fiz, pois já estava ficando noite e a boca começava a secar. Na saída da rádio passei no mercadinho e comprei fiado duas latinhas de cerveja na conta. Fui chegar meus trocados na carteira, e vi três moedas de 10 centavos e uma de cinco. Cheguei em casa, liguei a TV preto e branco na RBS, tomei a cerveja, fui para o banheiro, bati a bronha, mijei para tirar o resto de porra que sempre fica, tomei outro banho, e agora pedi emprestado o computador do meu colega de casa para escrever essa porra toda para você”. Ponto final.&lt;br /&gt;A terceira versão seria a verdadeira, mas acho que essas são mais divertidas. Quem gostou, gostou. Quem não gostou, põe um açúcar, dê uma mexida, que fica bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-5484636543919294736?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/12/dudu-de-duas-cabecas.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Sygm380WHjI/AAAAAAAAA0c/xYnTzO1hoW4/s72-c/gemeos_desenho_posters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-2285207681883374501</guid><pubDate>Sun, 13 Dec 2009 18:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-13T10:20:28.018-08:00</atom:updated><title>Despedida ababelada e saudades eterna</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SyUwX4EFLqI/AAAAAAAAA0U/4fofNQsqIyA/s1600-h/bons+tempos.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 143px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SyUwX4EFLqI/AAAAAAAAA0U/4fofNQsqIyA/s200/bons+tempos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414787313727516322" /&gt;&lt;/a&gt;De tanto tentar matematizar o inimatematizável, ou, em termos acadêmicos, quantificar o inquantificável, estou começando a ficar com medo de me tornar um maldito positivista determinista conservador. Apesar de ter essa consciência, vou dividir esse post em três partes para falar sobre o jogo de despedida do Danrlei, o comentário do Ababelado sobre o último post desse blog, e a saudades que já sinto aqui do meu humilde apartamento e da vida que estava levando no Partenon, em Porto Alegre.&lt;br /&gt;Como diria o sábio Topo Gigio (por onde andará aquele ratinho?), comecemos pelo começo.&lt;br /&gt;Ontem fui na despedida do Danrlei no estádio Olímpico. Fiz um texto específico sobre isso para a minha coluna no Jornal das Missões, que posso postar outra hora, falando sobre a partida, o estádio lotado, o entusiasmo da torcida, o gol que consegui filmar do Jardel, no cruzamento do Paulo Nunes, etecétera e tal. No entanto, aqui vou contar duas historinhas rápidas e bizarras que ocorreram durante o jogo, mas que, juro, são 100% reais. &lt;br /&gt;A primeira aconteceu com um amigo meu, de Santo Ângelo, que me encontrou lá nas cadeiras do Olímpico. O cara me pediu para não citar o nome dele aqui. Não sei porque as pessoas têm vergonha de verem seus nomes escritos nesse nobre espaço. Será que elas perderão o emprego? Ou a namorada? Ou serão perseguidas por mafiosos e serão torturadas até a morte por terem sido citadas por esse que vos escreve? Alguém aí pode responder essa dúvida que me assola? Por isso gostava tanto, e sinto muita falta dos falecidos Jimbo e Pipoca, e por isso gosto tanto do Jamelão e da Pretinha. Eles não reclamam se eu colocar a foto deles pelados aqui...&lt;br /&gt;Mas voltando à história, esse meu amigo, lá pelas tantas, foi buscar um cachorro quente na copa do Olímpico. Passou pouco tempo e ele voltou, encurvado, querendo se enfiar embaixo das cadeiras. Atrás dele vinha um grupo de uns 20 torcedores, todos com cara de fome e frustração. Ele sentou-se, acanhado, e contou: quando estava lá, pegando o seu hot dog, uma mulher pediu para que ele alcançasse o kat-chup. Então, gentilmente, ele estendeu o braço, mas nesse movimento infeliz, acabou batendo em um copo de cerveja (sem álcool) que estava no balcão, e o líquido amarelo caiu todo dentro do penelão onde estava o molho do cachorro quente. A vendedora olhou para todos que estavam na fila e anunciou:&lt;br /&gt;- Galera, acabou o cachorro quente...&lt;br /&gt;E meu amigo tratou de sair dali de fininho, sem ser visto pelos torcedores famintos. &lt;br /&gt;Já a segunda história bizarra aconteceu comigo mesmo. Acabado o jogo, desci para o campo, onde entrevistei o Danrlei e depois segui para o vestiário para entrevistar os demais jogadores. Tive a honra de entrevistar o Aílton, que fez aquele milagroso gol contra a Portuguesa em 1996, o Mauro Galvão, e outros, até que vi por ali o Ânderson Lima. Porra, esse mesmo amigo da história do cachorro-quente tinha me dito que ele estava jogando não sei onde... Eu acreditei. Depois que ele respondeu a pergunta referente a homenagem feita ao Danrlei, aquela coisa toda, eu emendei:&lt;br /&gt;- Mas e aí, quais são os planos para 2010? Já tem algum clube em vista, algum acerto?&lt;br /&gt;Ele respirou fundo e respondeu:&lt;br /&gt;- Olha... eu parei de jogar já faz algum tempo e agora meus planos são outros...&lt;br /&gt;Enfim, depois dessa, encerrei minha participação jornalística no evento e foi a minha vez de sair de fininho...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;**********&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O segundo assunto do post de hoje é o comentário do Ababelado. Na verdade, o texto dele em si, já é um post. Mas quero fazer algumas considerações sobre a consideração dele, que é outro bunda mole que não aceita ser identificado nesse espaço. Uma dia ainda vou publicar uma lista com o nome de todos os anônimos. Agora, vejam vocês o texto:&lt;br /&gt;“Carai, Eduardo. Fico um tempo sem visitar este pardieiro digital e quando volto descubro que tu nem tá mais em Porto Alegre. Logo agora que eu tava pensando em dar um pulo aí nas minhas férias, pra ver a estréia do Grêmio no gauchão. E que papo é esse de trabalho, notebook e conta bancária? Cadê aquele Bukowski Missioneiro que escrevia por aqui? Que decepção! Acho que, em nome do velho safado, você devia pedir demissão agora. E terminar o namoro também. E começar a namorar uma ex-prostituta argentina chamada Marines Garcia, que gosta de ouvir tangos de Gardel em vinil, na vitrola que herdou do pai, morto na guerra das Malvinas. Isso é o mínimo que eu espero de você. E, honestamente, não quero me deparar com novas histórias da tua nova vidinha pequeno burguesa quando passar por aqui da próxima vez!!! E, por favor, entenda a ironia deste comentário e aceite meus sinceros votos de boa sorte. Abraço, cara”.&lt;br /&gt;Um texto muito bem escrito. &lt;br /&gt;Primeiro, se quer ver jogo do Grêmio no Gauchão, você vai poder ir para Bento e ver Esportivo e Grêmio que vão jogar lá, só não me recordo da data. Segundo, o notebook é da empresa, que me liberou para escrever a dissertação (e escrever nesse espaço é uma terapia entre trabalho e dissertação). Já a conta bancária, tive que criar para poder receber no fim do mês. Terceiro, agora sim você terá que manter o anonimato, porque minha noiva quer o seu coro e a sua cabeça em uma bandeja. Quarto, eu estou trabalhando 12 horas por dia, ao melhor estilo Revolução Industrial, para ganhar escassos mirréis, e não numa das maiores assessorias de imprensa do Brasil, se não a maior. E, finalmente, quinto: nunca comi uma francesa, muito menos namorarei ex-prostituta argentina. Porém, admito a possibilidade de comprar um vinil com tangos de Gardel, só pela curtição. Para encerrar, também não encare o meu comentário do seu comentário como ironia, é apenas um comentário sobre um comentário muito comédia e bem escrito. Ah, e vê se honre os seus culhões e assuma sua identidade em público!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;**********&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É estranho estar nesse apartamento, na qual passei um ano vindo aqui toda a semana e outro morando full-time, e pensar que essa é minha última vez aqui. Fico olhando para o orelhão do outro lado da rua, onde ia ligar para a minha noiva, fico olhando para o quarto bagunçado, para o rádio que o tio César me emprestou tocando, para a TV ligada na MTV, para a pilha de livros, para a cozinha suja e apertada com a louça me esperando para lavá-la, para o mercadinho da esquina onde todos os dias eu ia comprar pão, para a academia Extrema Força na Bento, onde ergui peso durante um semestre, para o Carrefour, onde assisti a única vitória do Grêmio fora de casa no Brasileirão 2009 enquanto minha irmã fazia o rancho do final de semana, enfim, fico olhando para a lancheria que vende xis sem ovo, para o lava-rápido da esquina onde buscava os galões de água (até hoje desconfio que eles enchem os galões com a água do próprio lava-rápido), olho para tudo isso e, putz, já estou com saudades. Sou um maldito saudosista. Sinto saudades das coisas antes mesmo que elas acabem. Quando estava na faculdade e morava no kit-net sozinho, pensava comigo mesmo: “Nossa, vou sentir saudades pra carajo disso aqui”. E de fato, sinto saudades daquele tempo, onde as parcerias se reuniam todos os dias, não faltavam risadas ecoando pelos corredores do prédio durante o dia e pelas ruas de Ijuí durante a madrugada. E no outro dia, todos se reuniam, de ressaca, e contavam as proezas das últimas horas. Mas a faculdade terminou, e assim que me formei conheci a minha noiva Cristiane. Sabia que aquela vida boa de namoro e estudo para a seleção do mestrado também iria acabar,  e logo voltei a trabalhar em Ijuí, já sentindo saudades da vida que levava em Santo Ângelo. Depois, fui para Porto Alegre para o estágio de quatro meses na Gaúcha. E ao mesmo tempo em que sentia saudades de tudo o que tinha ficado, já sentia falta da Gaúcha quando saísse dali e fosse para outro lugar. Veio então o emprego no Jornal das Missões, e o processo se deu da mesma forma. E de lá vim para cá, onde passei 2009 no ritmo que descrevi durante o ano inteiro. Mestrado, procura por emprego, congressos, muitas amizades novas, outras visões de mundo, e saudades e encontros de poucos dias com a minha noiva, tudo ao mesmo tempo. E agora, estou saindo daqui para morar em Bento Gonçalves. Mais uma vez, enquanto ao mesmo tempo estou conhecendo grandes e inigualáveis figuras e aprendendo muitas coisas lá, já sinto saudades daqui. É, sou um maldito saudosista que não quer envelhecer e que está sempre tentando eliminar o tempo e o espaço. O sol brilha lá fora, mas um nó nebuloso invade a minha garganta... Também acho que é por isso que fiquei tão eufórico, ontem, vendo e entrevistando os jogadores daquele inesquecível time do Grêmio de 1995. &lt;br /&gt;Em meio às saudades, que venha o futuro. &lt;br /&gt;PS: Aproveitando o clima saudosista, coloco uma foto onde estou com meu irmão e minha irmã na nossa saudosa infância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-2285207681883374501?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/12/despedida-ababelada-e-saudades-eterna.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SyUwX4EFLqI/AAAAAAAAA0U/4fofNQsqIyA/s72-c/bons+tempos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-4775835378942841143</guid><pubDate>Tue, 08 Dec 2009 23:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-08T15:22:38.653-08:00</atom:updated><title>Yo tambien quiero ficar rico</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Sx7fefZwJ5I/AAAAAAAAA0M/UCh6_cWrcYc/s1600-h/cansado252525252dcafe255ffeooo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 198px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Sx7fefZwJ5I/AAAAAAAAA0M/UCh6_cWrcYc/s200/cansado252525252dcafe255ffeooo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413009517064497042" /&gt;&lt;/a&gt;Ainda estou tentando me adaptar ao notebook. Descobri que meus dedos são gordos. Nesse tecladinho minúsculo, volta e meia aperto dois botões ao mesmo tempo sem querer. Também não me acostumo a escrever deitado, e, sentado, fico tentando equilibrar esse tareco nas minhas coxas. Em cima da mesa é uma boa opção, vou tentar outra hora... Mas agora ele está carregando na tomada, e acho que o fio não alcança da mesa até a tomada da cozinha. Enfim, agora não vou parar tudo para me mudar para a cozinha. Melhor evitar a fadiga, como já diria o filósofo Jaiminho.&lt;br /&gt;Além de tentar me adaptar ao note, estou fazendo de tudo para me acostumar ao frio da Serra gaúcha em pleno dezembro. Hoje é dia 8 e está frio aqui em Bento Gonçalves. Tenho ido trabalhar de moletom. Para minha sorte, trouxe um edredom, no entanto, ele é leve. Durmo de calça e meias. No sábado vou a Porto Alegre buscar o que ficou lá e vou trazer o acolchoado pesado. Havia encomendado um ventilador que já nem faço tanta questão de buscar lá na Colombo ($$). Acho que vai ficar bonito no chão da sala, ao lado da TV. E assim anda a vida. Hoje estamos aqui, amanhã estamos lá, ontem estávamos inhacolá, depois de amanhã vamos para a Sbornia, e segue o baile, como diziam os tradicionalistas das Missões...&lt;br /&gt;Achei uma posição melhor. Sentei igual a índio e coloquei o notebook no colo. Melhor assim. Escorei as costas na parede. Agora estou bem acomodado. É bom descansar, ainda mais depois de uma dezena de horas de trabalho diário. Quando você está nesse ritmo, não consegue nem pensar direito. Chega em casa e só se deu conta do que poderia ter feito e não fez, no outro dia. Por exemplo, eu tenho que dar um jeito na minha dissertação. Passei três anos ansioso por esse momento. Dois para entrar no mestrado e outro cursando as disciplinas. No entanto, agora que estou a um passo de começar efetivamente a escrevê-la, minha vida toma um rumo inesperado. Voltei para a mesma situação que estava quando iniciei a faculdade: trabalhando em uma cidade estranha onde não conheço praticamente ninguém, 10 a 12 horas por dia e sem dinheiro. Durante o ano inteiro me dediquei integralmente a isso: produzir artigos, aulas, participar de eventos, escrever, ler pra caramba. Estava num ritmo ótimo. A participação no encontro da SBPJor em São Paulo foi excelente. No entanto... Deixa pra lá. &lt;br /&gt;Tenho que ler. Mas meus olhos já estão pestanejando. Estou com saudades da minha noiva. Muitas. Faz quase 20 dias que não a vejo. Também estou com saudades da minha filhota emprestada Lalá, que hoje está de aniversário. Quase chorei ao falar com ela pelo telefone. Prometi que esse é e será o único aniversário que passarei longe dela. Queria juntar tudo. Queria ter as duas aqui, ou levar o trabalho pra lá, ou não precisar dormir para poder trabalhar e fazer o mestrado tranquilamente. Queria ter dinheiro na conta, e não ter dívidas. Hoje fui abrir uma conta para receber meu salário e descobri que estava com uma pendência com a Receita Federal. &lt;br /&gt;Putaqueopariu – murmurei baixinho.&lt;br /&gt;Como? - questionou o caixa.&lt;br /&gt;Nada, nada. Mas, como assim Bial?&lt;br /&gt;Você está com o CPF bloqueado por não ter declarado a isenção do IR.&lt;br /&gt;Putaqueopariu.&lt;br /&gt;Como?&lt;br /&gt;Nada, nada...&lt;br /&gt;Enfim, eu, que já estava dois dedos abaixo do cu de cachorro, financeiramente falando, passei a ficar um palmo abaixo do ânus canino. Fui até os correios e paguei uma maldita taxa de R$5,50. Pelo menos meu CPF voltará a funcionar e eu voltarei a existir em 48 horas. Tu vês. Fora isso, estou colocando tudo nos convênios da empresa. Acho que meu salário ficará negativo. Ainda bem que ganhei aquele concurso de redação do JM missioneiro. Vai me tirar parcialmente a corda do pescoço. Mas enfim, se eu tivesse dinheiro no banco, se não precisasse dormir, e o espaço e o tempo, que estão me separando momentaneamente das pessoas que amo, fossem eliminados, talvez eu estivesse mais animado. Ou não, vá saber. As pessoas nunca estão satisfeitas. Sempre falta algo. Sempre querem mais. Aliás, eliminar espaço e tempo já preocupava o economista Harold Innis nos anos 30 e depois preocupou o seu aluno, Marshal MacLuhan, do famoso “O meio é a mensagem”, nos anos 60. Os meios tentam vencer essas duas barreiras: espaço e tempo. Enfim, acho que já estou começando a viajar e esse texto está começando a ficar muito grande para o pesado e preguiçoso leitorinho tupiniquim ler. Vou parar de escrever aqui e dar uma lida no meu livro do Jack London que ganhei de presente da minha irmã na Feira do Livro de Porto Alegre. O jogar vídeo-game com a gurizada ali na sala. Eis a questão. Aliás, falando em irmã, final de semana vou levar uma sacola de roupa suja para lavar lá no meu ex-ap em Porto, já que no tanque daqui não tem aquela tábua para esfregar os trapos (como se chama aquela joça?). Um dia vou ser rico e vou comprar essa tábua. E também vou comer no Mc Donald´s. E também vou ao dentista. E também vou tomar cerveja Patrícia. Um brinde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-4775835378942841143?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/12/yo-tambien-quiero-ficar-rico.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Sx7fefZwJ5I/AAAAAAAAA0M/UCh6_cWrcYc/s72-c/cansado252525252dcafe255ffeooo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-2270734107938254561</guid><pubDate>Sun, 06 Dec 2009 01:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-06T06:02:25.478-08:00</atom:updated><title>Sem saco para bolar um título... O texto é o texto e ponto.</title><description>Cara, ainda estou tentando acostumar a escrever no tecladinho minúsculo do notebook. Nesse momento estou milagrosamente deitado no sofá da sala do meu novo lar, em Bento Gonçalves. No entanto, ainda estou em fase de adaptação, portanto, não vou postar nenhuma foto nova. Na real, estou tão cansado, que não tenho nem condições de falar sobre meu novo emprego (desafio), a não ser que estou gostando bastante. Em poucos dias já aprendi muito e pretendo aprender mais. Aliás, aproveito esse humilde espaço para divulgar o portal do grupo RSCOM (http://www.leouve.com.br/). Estamos fazendo vários reajustes no portal e também nas próprias rádios do grupo, mas aí já é outro papo, e não vou conseguir falar de nada disso agora.&lt;br /&gt;Mudando do saco pra mala, como diria minha bisavó, ganhei mais um prêmio. Não que eu ganhe muitos prêmios, mas vezemquando inscrevo alguma coisa e acabo ganhando, como foi o caso. Esse é um prêmio interessante ($). Trata-se do concurso de redação do Jornal das Missões de Santo Ângelo, realizado em parceria com a Academia Santo-angelense de Letras. Tinha que escrever um texto, se não me engano, de até 40 linhas, sobre a Coluna Prestes, dizendo se o movimento foi herói ou vilão. Devido ao bom prêmio oferecido aos primeiros colocados, houve um número interessante de inscritos (900, se não me engano), nas categorias livre e estudante. Acabei ficando em primeiro na categoria livre. Agora estou com um empecilho para receber o prêmio, pois não terei como ir a Santo Ângelo em dia de semana, portanto, precisarei de um representante confiável para realizar essa missão. &lt;br /&gt;Bom, além de tudo isso, sobre as histórias de São Paulo, por enquanto vou me ater ao blog do meu amigo Maurício Dias, que me hospedou na casa de seus sogros (dos dele, não dos seus, malucos leitorinhos) no bairro Jaraguá. Ele contou algumas das nossas histórias no blog: http://turbilhaoideias.blogspot.com/&lt;br /&gt;Vale a pena ler. Outra história maluca aconteceu em um jantar. Depois de um dia inteiro na USP e de três horsa de viagem até chegarmos em casa, estávamos jantando, bem tranquilos, e, conversando com o seu Élio, sogro do Maurício, quando tive mais ou menos o seguinte diálogo com ele:&lt;br /&gt;- Meus pais trabalharam em vários lugares. - disse eu – Aliás, o nome do meu pai não tem como esquecer: Nabuco. &lt;br /&gt;- Nabuco???&lt;br /&gt;- Sim. Nabucodonosor Ritter.&lt;br /&gt;- Que se casou com a Nara?&lt;br /&gt;- Isso. Nara é a minha mãe...&lt;br /&gt;Ele coloca as duas mãos na cabeça e conta para a mulher: meus pais haviam trabalhado com ele na Novo Hamburgo Seguros em Ijuí em 73, e ele tinha o cartão de casamento assinado pelo meus pais! Que loucura. Fui me hospedar em uma cidade de mais de quase 20 milhões de habitantes e vou parar na casa de pessoas que trabalharam com meus pais antes de eu nascer! Que mundo pequeno! Mas que coisa boa também, pois a hospedagem foi de primeira linha, não tenho nem palavras para dizer o quanto fui bem tratado lá. Só tenho que agradecer e mandar um super abraço para todos, principalmente para o seu Élio, que me levou até o último ponto do metrô (depois de pegarmos ônibus e trem) para ir para o aeroporto de Congonhas. Bom, e o congresso? O congresso também foi super bom. Queria escrever mais, mas minha mente está começando a falhar e o sono ta pegando. É estranho escrever deitado, espero não ter cometido muitos erros de português e de digitação, pois não estou com saco para revisar. Tenho trabalhado integralmente aqui em Bento e praticamente não sobrou tempo para escrever aqui para o blog, e a próxima semana também promete. Enfim, espero um dia ter tempo e dinheiro para escrever mais, pois geralmente quando temos tempo não temos dinheiro, e quando temos dinheiro não temos tempo... o que é melhor? Sinceramente, ainda não sei. Mas acho que o melhor mesmo é ter os dois: tempo e dinheiro. Se algum dia vou ter isso? Talvez aos 90 anos, ou, na pior das hipóteses, depois de morto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-2270734107938254561?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/12/sem-saco-para-bolar-um-titulo-o-texto-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-4921703054448028923</guid><pubDate>Mon, 30 Nov 2009 23:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-30T15:54:37.469-08:00</atom:updated><title>O dia em que Thiego chorou, o título colorado, e outros impropérios</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SxRawnDx5RI/AAAAAAAAA0E/iu8QjBAer7c/s1600/OgAAAPRqPzzW1ix2-ETmjk4dTWYotI5q4x_6vWsHq5aFMvKeeIdBw61fmKwPfTqWEuATrArwALUs1O5uW1FCTunYkREAm1T1UHl9ik6MnlqwSW36bOMEJGF9x1F5.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SxRawnDx5RI/AAAAAAAAA0E/iu8QjBAer7c/s200/OgAAAPRqPzzW1ix2-ETmjk4dTWYotI5q4x_6vWsHq5aFMvKeeIdBw61fmKwPfTqWEuATrArwALUs1O5uW1FCTunYkREAm1T1UHl9ik6MnlqwSW36bOMEJGF9x1F5.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410048843543864594" /&gt;&lt;/a&gt;Bom, voltei de São Paulo, foi tudo uma loucura lá, mas muito bom, tenho fotos e tal (algumas no Orkut), e precisarei de mais tempo para contar tudo o que rolou lá, se é que vou conseguir, já que amanhã estou de mudança para Bento Gonçalves. Enfim, a apresentação foi boa, os GTs foram bons, as palestras idem, e os contatos, trocas de informações e tudo o mais também foi muito mais do que 100%. Inclusive, encontrei até o cachorro Benji numa parada de ônibus da USP e o Oscar no aeroporto de Congonhas. A foto do Oscar vai aí, a do Benji merece um post separado. Bom, só esclareço que não sou eu que sou baixinho, mas sim o cara que é gigante.&lt;br /&gt;Agora, como está tudo corrido aqui (dei uma pausa na arrumação da mudança), vou postar o texto que mandei ontem para sair no JM missioneiro, com o título “O dia em que Thiego chorou, o título colorado, e outros impropérios”. Segue:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amigos, já estou até vendo a cena no próximo domingo: os colorados sentados, tensos como um virgem diante da Juliana Paes, com os olhos no campo e o ouvido colado no rádio, roendo as unhas, em meio a um silêncio ensurdecedor, quebrado apenas pelo bater dos 60 mil corações vermelhos que se espremem nas arquibancadas do Beira-Rio. O Inter vence tranquilamente o Santo André por 3 a 0, faltam menos de 10 minutos para acabar o jogo, e, enquanto os 11 atletas colorados tocam a bola de um lado para o outro, lá no Maracanã, a pelota cruza a área sem ser atingida pelas chuteiras que passam próximas a ela, e caprichosamente bate na canela de Willian Thiego, indo morrer mansamente no fundo das redes rubro-negras. O Beira-Rio explode em uma alegria digna do maior orgasmo coletivo da história da humanidade com o gol do Grêmio. A cena é única. Pela primeira vez em 100 anos de rivalidade Gre-Nal, a parte vermelha do Rio Grande do Sul chora de emoção por um gol azul, fazendo uma inesperada avalanche nas arquibancadas do Beira-Rio. &lt;br /&gt;Depois de Gabiru, o Inter comemora um título com um gol de Thiego, perseguido pela torcida gremista durante todo o campeonato. O infeliz Thiego, que na verdade nem quis fazer o gol, agora ficará mais seguro indo morar no Azerbaijão. Qualquer cidade do mundo é mais segura para Thiego do que Porto Alegre. E assim, os colorados invadem as ruas de todas as cidades do Rio Grande do Sul segurando uma bandeira vermelha na mão esquerda, e outra azul, na mão direita. &lt;br /&gt;Um absurdo inimaginável desses seria considerado exagero se fizesse parte de uma história de ficção. Ninguém nunca imaginou que isso realmente um dia fosse acontecer. Mas eis que aconteceu: teremos no próximo domingo colorados torcendo fanaticamente pelo Grêmio. Aliás, para o Inter só resta uma saída: vencer o seu jogo e torcer para o Grêmio no Maracanã. Já os torcedores gremistas não aceitam, não cogitam, não consideram a hipótese de vencer o Flamengo. Por essa e outras, teremos curiosamente uma semana Gre-Nal, mesmo sem termos efetivamente um Gre-Nal.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estatística –&lt;/strong&gt; A situação parece óbvia. O Grêmio só venceu o Náutico fora de casa durante todo o campeonato. Quando mais precisou vencer times fracos longe do Olímpico, como o Santo André, Barueri, Fluminense, e todos os outros, fracassou miseravelmente. Alguém realmente acredita que o time de Rospide, que está em lua-de-mel com a torcida, vai fazer algum esforço para vencer? Para isso acontecer, sinceramente, só se a bola realmente bater na canela de Thiego e enganar o goleiro Bruno. Seria a epopéia colorada por um viés tricolor. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E a qualidade?&lt;/strong&gt; – Vi o compacto de Corinthians e Flamengo. Visivelmente os corintianos amoleceram para prejudicar os rivais São Paulo e Palmeiras. Os cartões foram cavados, até a expulsão de Chicão. Que forma melhor de entregar um jogo do que fazendo faltas violentas para forçar expulsões? Com um ou dois jogadores a menos, uma derrota torna-se natural, e assim, a falcatrua fica menos escancarada. Acredito que os jogadores andam participando de workshops de dissimulação de atitudes com os políticos em Brasília. Como roubar sem parecer que está roubando? Aliás, na volta do encontro da Sociedade Brasileira dos Pesquisadores em Jornalismo, em São Paulo, vi no aeroporto de Congonhas um livro com um título muito sugestivo: Como enrolar seu chefe parecendo que está trabalhando. Vejam vocês. Agora, o Flamengo pega outro time que possivelmente vai utilizar as mesmas artimanhas utilizadas pelo Corinthians: o Grêmio com time misto, cavando cartões, expulsões, faltas próximas à área, e tudo mais. Mas aí entra a questão: onde fica a qualidade? Que mérito o Flamengo tem em conquistar um título somando seis pontos contra dois times que têm mais interesse em entregar o jogo, do que em ganhar? Eis outra falha dos pontos corridos, que, a sua maneira, também passa a falsa impressão de ser mais emocionante e justo do que um campeonato com uma final. De qualquer forma, boa sorte aos colorados.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-4921703054448028923?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/11/dia-em-que-thiego-chorou-o-titulo.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SxRawnDx5RI/AAAAAAAAA0E/iu8QjBAer7c/s72-c/OgAAAPRqPzzW1ix2-ETmjk4dTWYotI5q4x_6vWsHq5aFMvKeeIdBw61fmKwPfTqWEuATrArwALUs1O5uW1FCTunYkREAm1T1UHl9ik6MnlqwSW36bOMEJGF9x1F5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-8420898081645017611</guid><pubDate>Wed, 25 Nov 2009 00:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-24T16:44:30.054-08:00</atom:updated><title>Descarrego</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Swx923zqt-I/AAAAAAAAAz0/eGR3U6cOO8Y/s1600/tempo-2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Swx923zqt-I/AAAAAAAAAz0/eGR3U6cOO8Y/s200/tempo-2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407835634212190178" /&gt;&lt;/a&gt;Os dias têm sido tão corridos aqui em Porto Alegre, que nem me dou conta de onde tenho gasto a maior parte dele. Bom, vou tentar fazer uma reconstituição histórica mental da minha vida na última semana, desde que voltei do passeio que fiz a Santo Ângelo (aquele da viagem que a PRF nos sacaneou): na segunda-feira estive envolvido no projeto do MIT com a PUCRS e a RBS; na terça tive aula das oito da manhã até às 19h; na quarta, novamente tive aula e MIT, saindo da PUCRS às 20h e indo voando para o Olímpico ver Grêmio e Palmeiras, que terminou depois da meia-noite; na quinta... o quê eu fiz na quinta? Ah, quinta foi o dia do temporal. Fui para o Centro de meio-dia almoçar e fazer matéria com o pessoal para o MIT no Mercado Público. Enfim, caiu um puta temporal, levamos duas horas para ir do Centro até a PUC. Chegamos lá e estava sem luz. Fui para casa, também não tinha luz. Enfim, não tinha luz em lugar nenhum no Partenon. Lá pelas 19h, minha irmã me deu uns trocos para comprar velas no super-mini-mercado, mas no caminho passei numa lancheria, que misteriosamente tinha luz, para pedir para deixar carregando o meu celular, pois não tinha onde carregar. Até porque a única alternativa naquele momento era a PUC, mas as aulas haviam sido suspensas devido ao maldito temporal. Acabei deixando o celular carregando na lancheria, peguei um saco de velas de canela no super-mini e voltei para a lancheria onde tomei uma cerveja, enquanto minha irmã morria de preocupação, me esperando no AP sem luz. Voltei depois que terminou o Jornal Nacional, e a guria já estava ligando para a polícia, pois achou que tinham me assaltado para roubar as velas de canela e que possivelmente haviam me matado, algo assim. Bom, não tem muito o que se fazer à noite, sem luz, sendo iluminado apenas pelas velas de canela, fora que o cheiro não é grandes coisas. Liguei o radinho e fiquei acompanhando as últimas do temporal através do Plantão Gaúcha, com apresentação de José Alberto Pinheiro. Fiquei sabendo, então, que a luz possivelmente só voltaria na madrugada e que naquele momento havia cerca de 40 mil residências sem luz no Rio Grande do Sul, sendo Porto Alegre a cidade com maior número de atingidos. &lt;br /&gt;Como o previsto, a luz voltou de madrugada, e na sexta passei o dia com a minha noiva, que veio de excursão com o colégio da minha filhota para passar o dia em Porto Alegre. Elas voltaram para Santo Ângelo às seis da tarde, e de noite fiquei estudando. Já no sábado, passei o dia inteiro fazendo o artigo de Metodologia da Pesquisa em Comunicação (que entreguei hoje) e dei mais uma estudada para o concurso da FAB, que fiz no domingo de manhã. Os portões do Colégio Militar fechavam às 8h45. Às 8h20 estava na sala. A prova começou às 10h. Enquanto aguardava o início, fiquei me imaginando viajando num aviãozinho da FAB ao som de "We are the champions". Bem legal. Pena que quando o barato tava legal, a tenente que cuidava da nossa sala disse em tom autoritário: “podem começar a prova”. &lt;br /&gt;Saí de lá já passava da uma da tarde e fui almoçar na Tia Leila. Comi até quase estourar o bucho e depois assisti A Era do Gelo 3 tomando Polar. Bem legal também. Acabou o filme, e o Tio César e eu assistimos ao primeiro tempo de Botafogo e São Paulo. Resolvi ir embora no intervalo, pois a cerveja e o sono estavam começando a pesar. Enquanto ia para a parada, dois carros se bateram na Bento Gonçalves. Um Gol e um veículo não identificado, mas possivelmente pré-década de 70. Cheguei em casa e assisti ao segundo tempo de Botafogo e São Paulo. Depois disso, escrevi esse texto aí de baixo ouvindo Atlético-MG e Inter. Definitivamente dou sorte para os colorados. É só eu ver a pelada na TV, ir ao Beira-Rio ou ouvir no rádio que os caras ganham. Enfim, quando me dei conta já tinha passado o domingo. Na segunda... bom, o que eu fiz na segunda? Segunda-feira foi ontem... Ah, terminei o artigo de Metodologia, revisei e preparei a apresentação para o Sbpjor. Hoje, como é terça, novamente tive aula o dia inteiro, entreguei o artigo de Metodologia, e agora estou aqui, escrevendo, esperando chegar amanhã, para embarcar de manhã para São Paulo para o Sbpjor, que vai rolar até sexta, na USP. Aliás, eu apresento na sexta à tarde. Volto no sábado, tenho que terminar meu memorial para Metodologia do Ensino Superior (são duas metodologias, mas não tente entender isso, é perigoso...) para entregar na terça de manhã para me mudar a Bento na terça de tarde... E no domingo ainda tem o jogo do Grêmio... É, só sentando, parando, pensando e escrevendo é que me dou conta de tudo o que estou fazendo. E o que você tem a ver com tudo isso? E eu vou saber? Vá ler um livro, tipo, Cervantes, Bukowski, Freud, Verissimo, Jack London, enfim, são tantos... ou leia o texto aí debaixo que ta na mão da freguesia. Ó:&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-8420898081645017611?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/11/descarrego.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Swx923zqt-I/AAAAAAAAAz0/eGR3U6cOO8Y/s72-c/tempo-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-8476232769286844954</guid><pubDate>Mon, 23 Nov 2009 23:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-23T15:44:22.096-08:00</atom:updated><title>Ligação para o além</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SwseTUg4oDI/AAAAAAAAAzs/1s189PmFkSg/s1600/bukowski.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 162px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SwseTUg4oDI/AAAAAAAAAzs/1s189PmFkSg/s200/bukowski.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407449094861398066" /&gt;&lt;/a&gt;RR Soares liga para Bukowski, que está lá no purgatório pagando seus pecados:&lt;br /&gt;- Alô irmão, tudo bem?&lt;br /&gt;- Quem fala?&lt;br /&gt;- Não lembra de mim, irmão? Aqui é o bispo.&lt;br /&gt;- Bispo? Vá passa trote pra outro, não tem mais o quê faze?&lt;br /&gt;- Calma, velho Buk. Eu te conheci há muitos anos, quando estive nos Estados Unidos, nós tomamos umas juntos... Você me aconselhou a entrar para a Igreja para enriquecer, lembra? O RR brasileiro...&lt;br /&gt;- Hmmmm, estou começando a lembrar...&lt;br /&gt;- Então, vim aqui no Pai Tadeu pra te contatar pra agradecer, irmão. Entrei nessa e estou cheio da grana.&lt;br /&gt;- Caralho, sorte a sua.&lt;br /&gt;- Mas estou ligando agora para salvar a sua alma, irmão.&lt;br /&gt;- Ah, não fode.&lt;br /&gt;- Não diga isso, irmão. O quê você anda fazendo ai no purgatório?&lt;br /&gt;- Bebendo e tocando punheta. O que mais se tem para fazer nessa porra? O capeta pega todas as diabinhas só pra ele... Ainda bem que a bira é baratinha. Ele faz isso pra gente ficar aqui. Dizem que lá no céu não tem bira, mas que tem umas anjinhas do caralho. Estou começando a pensar em trocar essa merda pela outra.&lt;br /&gt;- Irmão, seu vocabulário é muito rude... A tormenta do vício e da doença da alma invadiu o seu ser...&lt;br /&gt;- Invadiu a bunda da tua mãe, isso sim.&lt;br /&gt;- Irmão... Você está possuído, irmão, você tem que se arrepender de todos os seus pecados e fazer o bem. Você tem que dar o que tem para a Igreja e se dedicar a ajudar as outras almas, irmão...&lt;br /&gt;- Já disse pra não foder. É mesmo? Então por que não monta uma igreja num galpão e não doa tudo o que tem para os pobres?&lt;br /&gt;- Irmão, quem não contribui com a Igreja está roubando de Jesus, irmão.&lt;br /&gt;- Ah, vá se coça num pé de tuna.&lt;br /&gt;- Irmão, estou te ligando para salvar a tua alma, irmão. Ela está dominado pelo pecado, irmão.&lt;br /&gt;- É mesmo? E quanto vai me custar essa brincadeira?&lt;br /&gt;- Bom, podemos negociar, eu já te conheço, posso te dar um bom desconto...&lt;br /&gt;- Não enrola. Quanto sai a porra toda?&lt;br /&gt;- Se fosse pra outro, eu cobraria uns 500 mil reais...&lt;br /&gt;- Reais? Que porra é essa?&lt;br /&gt;- Ah, desculpe, irmão. Bom, ligação para o purgatório está muito cara, vou ter que agilizar isso aqui. Faço por 800 mil dólares, irmão.&lt;br /&gt;- Ah, vá foder outro. Com essa porra desse dinheiro posso beber por mais 800 anos. Aqui no purgatório a bira ta cada vez mais barata. O capeta anda perdendo muita gente pro céu, sabe como é....&lt;br /&gt;- Está bem, está bem. Última oferta. 100 mil dólares.&lt;br /&gt;- Não fode. &lt;br /&gt;- 50 mil.&lt;br /&gt;- Não fode.&lt;br /&gt;- 10 mil.&lt;br /&gt;- Nem que você me pague.&lt;br /&gt;- Puta que pariu.&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Nada, irmão, nada. Bom, eu tentei te salvar. Vou rezar pela sua alma.&lt;br /&gt;- Não reze pela minha alma. Vá rezar por quem não pode beber, quem não está fodendo nem um cu de cachorro, quem tem que trabalhar pra sobreviver, e por ai afora....&lt;br /&gt;- Tchau irmão.&lt;br /&gt;- Tchau.&lt;br /&gt;Desligam o telefone. RR Soares paga o pai Tadeu oferecendo uma vaga cativa no céu, enquanto o velho Buk pega uma Playboy das diabinhas do Capeta e uma garrafa de Vodka e vai para o banheiro meditar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-8476232769286844954?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/11/ligacao-para-o-alem.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SwseTUg4oDI/AAAAAAAAAzs/1s189PmFkSg/s72-c/bukowski.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-4756448860680619476</guid><pubDate>Sun, 22 Nov 2009 00:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-21T16:30:43.538-08:00</atom:updated><title>Reunião menstruada</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SwiDT7-GHfI/AAAAAAAAAzk/8-8javstOpA/s1600/menstura%C3%A7ao.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SwiDT7-GHfI/AAAAAAAAAzk/8-8javstOpA/s200/menstura%C3%A7ao.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406715731197173234" /&gt;&lt;/a&gt;Vai uma curta, já que meu tempo também anda curto nos últimos dias....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casal está preocupado, porque existe a suspeita de gravidez da mulher. Ela esqueceu de tomar pílulas alguns dias, menstruação não vem, aquela expectativa toda em torno do líquido vermelho. Homem está numa mesa rendona, participando de uma importante reunião, com a nata do empresariado brasileiro (nata?!?). De repente, toca o celular.&lt;br /&gt;- Alô – responde ele discretamente, tentando não ser ouvido por ninguém.&lt;br /&gt;- Oi meu amor! – diz a mulher. Só então ele percebe que, sabe-se lá como, apertou o botão do viva voz – Veio, amor, veio! - suspiro de alívio - Estou menstruada...&lt;br /&gt;- Tudo bem amor, te ligo depois.&lt;br /&gt;- Amor, tá entendendo? Veio, meu amor, veio agora há pouco! Estou menstruada amor! Mens-tru-a-daaaaa!&lt;br /&gt;- Que bom, que bom, depois nos falamos. &lt;br /&gt;E desliga o celular, enquanto estão todos atônitos, olhando para a sua cara embasbacada, que oscila entre aflição e alívio. Então, o chefe espirituoso, quebra o gelo:&lt;br /&gt;- Isso merece uma comemoração! Vamos encerrar a reunião e ir para um bar comemorar!&lt;br /&gt;- Sério? – pergunta o homem acanhadamente, com a voz quase inaudível.&lt;br /&gt;- Claro que não, sua besta. Pegue suas coisas e nunca mais apareça aqui! Está demitido!&lt;br /&gt;FIM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-4756448860680619476?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/11/reuniao-mensturada.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SwiDT7-GHfI/AAAAAAAAAzk/8-8javstOpA/s72-c/menstura%C3%A7ao.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-918053296952900826</guid><pubDate>Wed, 18 Nov 2009 01:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-17T18:29:08.523-08:00</atom:updated><title>Sacanagem freudiana no ritmo On the road</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SwNQ2Bxz1PI/AAAAAAAAAzU/8upwhezd3DI/s1600/legal"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SwNQ2Bxz1PI/AAAAAAAAAzU/8upwhezd3DI/s200/legal" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405252866895238386" /&gt;&lt;/a&gt;Amigos, a história que vou narrar agora parece surreal, mas, juro, é tudo verdade. Na semana passada inventei de ir para Santo Ângelo. Tarefa aparentemente simples. Saí do meu apartamento aqui em Porto Alegre às 10 horas da manhã de quinta-feira. Cheguei em Santo Ângelo exatamente 20 horas depois disso, às 6 horas da manhã de sexta.&lt;br /&gt;Agora, vamos aos fatos. Saí do Partenon rumo à estação do trem com destino a Sapucaia. Objetivo: ir de carona com meu sogro até Santo Ângelo. Tudo perfeito. Saí ás 10 horas, cheguei lá pouco antes do meio-dia. Almocei com ele e com os operários que trabalham na obra do Fórum do município. Por volta das duas horas da tarde, meu sogro, dois funcionários e eu, ganhamos a estrada, felizes da vida, rumo à capital missioneira! Abri o vidro da camionete para sentir o vento bater em meu rosto. Mais uma vez estava na estrada! Viva On the road! Viva Keroac! Viva Che Guevara e sua motocicleta maluca! Viva a carona! &lt;br /&gt;Porém, em pouco tempo avistamos uma viatura da Polícia Rodoviária Federal. Se o que fizeram é certo ou errado, não sei, mas eis o que aconteceu, sem julgamento de valor ou acusações: a viatura nos seguiu por cerca de 40 quilômetros. Meu sogro ia dirigindo, mantendo o veículo a uns 90 km/h, reduzindo conforme o trecho, já para evitar incômodos. No entanto, os policiais fizeram sinal para que parássemos Meu sogro estacionou no canto da pista, e, antes dos policiais realizarem a abordagem, eles mexeram na parte de trás da camionete. Não sei o que fizeram. Não vimos. Eu ainda pensei “pô, estão mexendo em nossas coisas antes da abordagem”. Já estava imaginando eles abrindo a minha mala e se deparando com Guy Debod, Stuart Mill, Freud, Felipe Pena, Erico Verissimo, Nelson Rodrigues, todos eles dividindo espaço com minhas cuecas e meias sujas, em perfeita harmonia. &lt;br /&gt;Depois disso, um deles bateu no vidro do caroneiro de trás, onde estava sentado o Alemão, e pediram para que ele baixasse o livro. Dali, começou a fazer perguntas para o meu sogro, do tipo, de onde vínhamos, para onde íamos, etc. Quando meu sogro desceu, outro policial começou a nos perguntar o quê um era do outro. Tratei de dizer que o motorista era meu sogro, e os outros dois eram funcionários. Pela cara dele, nossas explicações não convenciam. Mandaram a gente seguir para o posto da PRF mais próximo. Lá fomos nós, até o tal do posto Tabaí/Canoas. Chegando lá, meu sogro desceu para conversar com um dos policiais e logo voltou dizendo que os policias queriam apreender a camionete porque a placa estava sem o tal do lacre. Cadê as câmeras? É pegadinha? Cadê o Ivo Holanda? Cadê o Serginho Malandro?  &lt;br /&gt;Descemos todos da camionete. Enquanto meu sogro estava dentro da casinha dos policiais (sei lá como se chama aquela joça), outro deles soltou dois cães farejadores que estavam em um canil. Um dos guaipecas mijou no pneu da camionete, descaradamente. Fiquei calculando se o desgranido ia farejar o Freud e minhas cuecas sujas. Já pensou, o policial diria “aha!” e abriria minha mala e daria de cara com a “A sexualidade feminina” enrolada em uma cueca suja e meu humilde livrinho com meu conto da Nescafé embalado em uma meia com cheiro adocicado de chulé. &lt;br /&gt;Dentro de pouco tempo, meu sogro voltou de lá dizendo que realmente iriam levar a camionete. Fomos de carona com o guincho até um lugar que, não tenho certeza, parecia ser o Detran, como de fato acho que era. Não manjo muito bem essas paradas de órgãos fiscalizadores de veículos, mas enfim, para nos liberar, um pessoal iria lá colocar o maldito lacre na camionete, e, depois disso, todas essas ações hiper, mega, ultra-racionais precisavam entrar no tal do sistema, tão rápido quanto o Chapolin Colorado. Sempre o sistema. Eram quatro horas da tarde, e o postinho fechava às cinco, ou seja, tínhamos uma hora para isso. O problema é que, além do lacre, eles teriam que fazer toda uma checagem no veículo. Que cosa. Esse é o Brasil! Fiquei calculando quantos carros roubados devem passar por lá por dia, e eles param, atacam, acusam indiretamente e apreendem o veículo de três sujeitos que estavam trabalhando e de um estudante pobre com livros do Freud e da Nescafé na bagagem. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SwNTHKyShVI/AAAAAAAAAzc/fxux2kh5F9U/s1600/freud.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SwNTHKyShVI/AAAAAAAAAzc/fxux2kh5F9U/s200/freud.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405255360394200402" /&gt;&lt;/a&gt;Como era esperado, não deu tempo, e tive que retirar minha mala do veículo com vários pensadores dentro dela. Além das cuecas e meias, óbvio. Bom, o plano então era o seguinte: os dois funcionários e eu iríamos até Lajeado pegar o ônibus para Santo Ângelo. Ou melhor, primeiro pegaríamos um ônibus daquele lugar para Lajeado, algo em torno de 45 quilômetros. Para piorar a situação, eu estava sem dinheiro e durante a semana havia perdido o meu cartão do banco na Feira do Livro (não sei como e nem porquê, pois não comprei nenhum livro, mas enfim). Sobrou, então, para o meu sogro. Mas, antes de me condenarem, ele será recompensado futuramente com garrafas de vinho de Bento...&lt;br /&gt;Enfim novamente, lá seguimos nós, rumo ao maravilhoso mundo da rodoviária de Lajeado. Não vou contar tudo que rolou lá, até porque as coisas foram um tanto paradas, mas em resumo, joguei quatro partidas de sinuca com o Alemão num boteco na frente da rodoviária (ganhei uma e perdi as restantes no detalhe e na sorte do meu oponente), assisti a Bahia 1x0 Vila Nova, Novo Mundo 0x4 Santos (futebol feminino) e River Plate 2x1 LDU. Bom, faltou dizer que no boteco tocava uma música sertaneja típica de zona, a mil, e quando estávamos lá a minha noiva ligou:&lt;br /&gt;- Oi amor, que horas tu chega?&lt;br /&gt;- Às seis da manhã – respondi.&lt;br /&gt;- Por que???&lt;br /&gt;(expliquei o que havia acontecido depois das cinco, pois tinha passado o último boletim telefônico quando ainda tínhamos esperança de sermos liberados).&lt;br /&gt;- E onde tu ta agora?&lt;br /&gt;- Eu? Er... Na rodoviária de Lajeado – disse, enquanto o Alemão encaçapava a bola cinco – Putz! &lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Putz, só tem ônibus às cinco pra meia-noite...&lt;br /&gt;E a música rolava ao fundo. Contei a história depois, quando cheguei, mas ela disse que não chegou a ouvir o fundo musical. E, lá por volta das sete, ainda conhecemos um cara super-gente fina. Agora não tenho certeza, mas acho que o nome dele é Paulo. Ele teve que ir para a rodoviária cedo, pois morava em uma cidadezinha ali perto e tinha que esperar o mesmo ônibus que nós para ir até Ibirubá. No fim, acabamos conversando tomando umas Skóis como se fôssemos amigos há décadas. Para terminar: cheguei em casa realmente às seis da manhã, mas o restante do final de semana valeu todo o sacrifício. O pior aconteceu com meu sogro, que só conseguiu ser liberado definitivamente no sábado.&lt;br /&gt;Chegando em Porto Alegre ontem, iniciou o projeto do MIT (parceria entre PUC e RBS) e hoje apresentei e entreguei trabalhos o dia inteiro e só agora, onze e pico da noite, consegui sentar, abrir uma latona de Nova Schin da promoção e escrever essas simples linhas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-918053296952900826?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/11/sacanagem-freudiana-no-ritmo-on-road.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SwNQ2Bxz1PI/AAAAAAAAAzU/8upwhezd3DI/s72-c/legal' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-533470414496484817</guid><pubDate>Tue, 10 Nov 2009 02:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-09T18:55:11.803-08:00</atom:updated><title>O primeiro autógrafo</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SvjUhsmT1lI/AAAAAAAAAzE/30iEi4fhbb0/s1600-h/eduardo+feira+1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SvjUhsmT1lI/AAAAAAAAAzE/30iEi4fhbb0/s320/eduardo+feira+1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402301428403525202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dei o primeiro autógrafo da minha vida. Caraca, que coisa estranha. Mas antes de chegar nele, explico que domingo estive na Feira do Livro de Porto Alegre, quando foi lançado o livro “Os melhores contos para não deixar a vida esfriar”, numa promoção da Nescafé com o Grupo RBS. No total, 25 contos foram selecionados e publicados durante a Feira. Até o próximo domingo, dia 15, todos os dias, das 14h às 16h, são feitas as leituras dos contos vencedores no auditório do Espaço Pasárgada, com a presença de alguns dos autores. Além de domingo, eu deveria ter participado hoje, mas aconteceram alguns problemas estomacais graves que impossibilitaram a minha participação. Ontem foi tudo okey. Eram quatro autores presentes, entre eles, eu. O carinha lia alguns contos e intercalava com entrevistas com um autor por vez. Ao final, houve a sessão de autógrafos. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SvjUqQaAXDI/AAAAAAAAAzM/1EIAxuwcNeY/s1600-h/eduardo+feira+3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SvjUqQaAXDI/AAAAAAAAAzM/1EIAxuwcNeY/s200/eduardo+feira+3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402301575454546994" /&gt;&lt;/a&gt;Vou contar agora como foi o primeiro autógrafo da minha vida. Chamaram-nos para a mesa, que estava preparada para sentarmos e autografarmos os livros, no entanto, quando me levantei da cadeira, um senhor veio com o livro em mãos e me entregou. No entanto, fui pego de surpresa, pois não tinha caneta. Alguém ali por perto tinha, e me alcançou. Putz, como se dá um autógrafo? Assinar só o nome? Escrever um recado? Que recado? Quantas questões, meu pai? E agora? Já começava a suar nervoso, enquanto o senhor aguardava... Foi então que surgiu uma luz:&lt;br /&gt;- Como é o seu nome? – perguntei.&lt;br /&gt;- Eugênio.&lt;br /&gt;Eugênio, Eugênio. Putz, pensei rapidamente, ainda bem que é um nome fácil. Imagina se fosse Cristian. Existem também Christians, com “h”, aí teria que perguntar “com ‘h’ ou sem ‘h’?”. Geralmente as pessoas não gostam que você pergunte como escreve o nome delas, porém, como jornalista, deveria estar acostumado com isso, pois nunca tive vergonha de perguntar como se escreve um nome. Mas, sempre tem um mas, para autógrafos a coisa é diferente. Um leitor não é um entrevistado. É muito mais que isso. Você não quer desagradar aquela pessoa que se dirigiu até você para pegar a sua assinatura, ou melhor, o seu autógrafo. Já estou me sentindo até experiente em autógrafos... tu vês. Enfim, enquanto todas as coisas se passavam pela minha cabeça, escrevi: “Eugênio, boas leituras, um forte abraço, Eduardo Ritter”. Acho que foi mais ou menos isso. E acho que foi isso que escrevi para os outros 25 ou 30 livros que me deram para autografar. Ou teriam sido 15? Ou teriam sido 50? Ou teriam sido cinco? Ou teriam sido 100?? Vá saber. Enfim, foram autógrafos para pessoas que eu não conhecia, o que me deixou um tanto sem jeito. &lt;br /&gt;Antes de encerrar, vou contar rapidamente a história do carinha que estava ao meu lado. Minha irmã era a única criatura conhecida na história toda, e ela aproveitou para pegar o autógrafo dos outros autores que estavam presentes. E não é que o carinha dá em cima da minha irmã via autógrafo? O maluco escreveu mais ou menos assim: “Carol, obrigado pela preferência ‘indireta’, fulano”. Caraca. O indireta foi com aspas mesmo. Não conseguimos decifrar o real significado da frase, mas para mim, o sujeito deu em cima dela. Ainda disse pra ela, depois: “pô, essa é uma cantada inédita. Nunca tinha ouvido falar de dar em cima através de autógrafo... eu heim”. E assim segue a vida...&lt;br /&gt;Enfim, foi uma boa experiência. Nunca imaginei que um dia ia dar um autógrafo. Já pedi vários: pra Fernanda Abreu, pro Ronaldinho Gaúcho, pro Paulo Nunes, pro Luis Fernando Verissimo, até pro Zé Alcino e pro Zé Afonso!! Que cosa. Agora chega de papo furado e vamos ao mini-conto, selecionado para o livro. Esclareço que o tema do concurso era “não deixe a vida esfriar” e havia um limite de, se não me engano, 400 caracteres. Ah, e o título eles que colocaram, pois não havia espaço na inscrição. Então, agora sim, segue o mini-conto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Romance&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Otávio voltou a se sentir vivo naquele entardecer.&lt;br /&gt;Aos 64 anos, sentiu-se como se tivesse 15 quando viu aquela mulher loira, com olhar sedutor e belo sorriso. Decidiu conquista-la.&lt;br /&gt;Dirigiu-se até ela e entregou-lhe uma rosa com um cartão que dizia:&lt;br /&gt;“Sou o homem mais feliz do mundo por ter você do meu lado nos últimos 30 anos”.&lt;br /&gt;E assim, Otávio e a esposa nunca deixaram as suas vidas esfriarem.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-533470414496484817?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/11/dei-o-primeiro-autografo-da-minha-vida.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SvjUhsmT1lI/AAAAAAAAAzE/30iEi4fhbb0/s72-c/eduardo+feira+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-7952114010653376650</guid><pubDate>Sat, 07 Nov 2009 03:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-06T19:26:36.798-08:00</atom:updated><title>Aventuras nas águas paradas do Guaíba</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SvTnIREwggI/AAAAAAAAAy8/TL9k2BXo8ng/s1600-h/popeye.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 120px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SvTnIREwggI/AAAAAAAAAy8/TL9k2BXo8ng/s200/popeye.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401195982332396034" /&gt;&lt;/a&gt;A história que vou narrar aconteceu há uma semana. Convidei meu amigo Cristiano para ir visitar a Feira do Livro de Porto Alegre, dar uma olhada nas bancas, aquela coisa toda, e lá pelas tantas, resolvemos dar uma passada na Feira do Livro Infantil, na beira do Guaíba. Olhamos alguns livros, eu pensando em algo para dar de presente de aniversário para a Laura, já ficando na dúvida entre o Querido Diário Otário e o Castelo das Fadas, quando avistamos um navio, que estava parado, na beira do rio.&lt;br /&gt;Havia uma fila gigante para entrar. Lembrei daquele passeio de barco que fazem, com saída lá do Gasômetro, e logo comentei com meu amigo: “acho que tem que pagar ingresso”. Meu amigo, então, resolveu perguntar para uma senhora que vinha descendo do barco, ou navio, vá saber:&lt;br /&gt;- Tem que pagar pelo passeio ?&lt;br /&gt;- Não – respondeu a senhora.&lt;br /&gt;Bom, seguimos reto para a fila. Ficamos lá, parados, durante aproximadamente meia hora, embaixo de um sol infernal de uns 40 graus. Lá pelas tantas, não resisti e fui pegar uma água mineral gelada. Quando voltei, a fila estava andando. Subimos aquela rampa de acesso ao navio com alguma dificuldade, mas, em pouco tempo, lá estávamos, a bordo, prontos para desbravar os sete mares! Ou melhor, as sete pontas do Guaíba. Olhamos para o mar, quer dizer, rio, descemos uma escada, e olhamos a exposição da Marinha Brasileira com fotos e tudo o mais. Por um momento, olhei algumas pessoas dançando a música que rolava solta dentro do navio, como se aquilo lá fosse Ibiza, ou algo do gênero, cutuquei o meu amigo e disse:&lt;br /&gt;- Veja você. Esse navio, praticamente de guerra, aqui, sendo usado para passeio com uma música tumtitum. Cadê os canhões? As bombas? Os tiros? As aventuras? Agora esses marinheiros estão aí, fardados, trovando loiras e morenas, casadas e solteiras, mães e adolescentes, na beira do Guaíba. O mundo não é mais o mesmo... – disse em tom saudosista...&lt;br /&gt;- Que nada meu! – disse ele – Olha só aquela paisagem! – completou, apontando para duas montanhas que se exibiam ali perto.&lt;br /&gt;E seguimos para uma outra fila, que levava até a cabine do piloto, motorista, sei lá como se chama quem dirige o navio. Após mais meia hora de fila, subimos. Porra, fazia tempo que aquela merda estava parada. Comentei isso com meu amigo, que concordou. Tinha um marinheiro parado por ali, com cara de sonso. Foi então que resolvemos perguntar para o maluco:&lt;br /&gt;- Escuta, Popeye. Que horas sai o navio?&lt;br /&gt;- Como assim.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SvTm-_PchsI/AAAAAAAAAy0/PHfO6FbzcCI/s1600-h/garfield-odie2_gif.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SvTm-_PchsI/AAAAAAAAAy0/PHfO6FbzcCI/s200/garfield-odie2_gif.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401195822926563010" /&gt;&lt;/a&gt;Olhamos para ele com cara de Garfield. &lt;br /&gt;- Que horas o navio sai daqui?&lt;br /&gt;- Ah, nós saímos de volta para o Rio na terça-feira.&lt;br /&gt;- Como assim, na terça-feira? – perguntei. Agora era ele quem olhava com cara de Garfield, enquanto nós estávamos parados com cara de Oddie. &lt;br /&gt;- Sim, voltamos para o Rio na terça.&lt;br /&gt;- Mas o navio fica, tipo assim, parado? Ele não sai da uma banda no Guaíba não?&lt;br /&gt;O cara riu. &lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;Nos olhamos, frustradamente, e descemos de volta à terra firme. Enquanto passávamos pela fila de pessoas que esperavam para entrar no navio, resolvemos fazer um teste para saber se só nós imaginávamos uma aventura no Guaíba.&lt;br /&gt;- Ei! – disse meu amigo para uma velhinha, com cara de ingênua – A senhora sabe que esse navio não sai para passeio, que ele fica aí, parado?&lt;br /&gt;- Sei sim – disse ela.&lt;br /&gt;Tu vês. E voltamos para a feira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-7952114010653376650?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/11/aventuras-nas-aguas-paradas-do-guaiba.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SvTnIREwggI/AAAAAAAAAy8/TL9k2BXo8ng/s72-c/popeye.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-5271497683710787974</guid><pubDate>Fri, 06 Nov 2009 02:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-05T19:06:37.405-08:00</atom:updated><title>A cura pelo palavrão</title><description>Após receber milhões de e-mails, mensagem no orkut, mensagens no celular, telefonemas e tudo o mais, finalmente consegui tempo para escrever aqui no blog, depois de quase uma semana de ausência. Explico-me: naquele mesmo sábado em que postei o último texto comecei a fazer um dos quatro artigos do semestre (um já está feito e enviado, portanto, faltam três) e no domingo passei na Feira do Livro com meu amigo Cristiano. Já na segunda, faxinei o AP, pois na terça receberia a visita do meu amigo Maurício, que estava vindo para o Seminário Internacional de Comunicação da PUCRS, e a minha irmãzinha, que de calma não tem muito, também chegaria, o que quer dizer que minha irmã chegando + apartamento sujo é = a confusão e briga... E como eu sou da paz, preferi passar o feriado lavando privada e roupa suja.&lt;br /&gt;Mas enfim, na segunda de noite ainda peguei uma boa palestra com o Ignácio Loyola Brandão, numa espécie de bate papo com o professor Antonio Hohlfeldt, e de terça até hoje foi seminário manhã, tarde e noite. Ou melhor, muito mais tarde e noite do que manhã, no meu caso. Apesar disso, ainda consegui um tempinho para ir no jogo do Grêmio com o São Paulo no Olímpico na quarta de noite. Enfim, histórias não faltam, mas vou recorrer novamente a minha coluna do JM, e publico aqui, na íntegra, o texto que sairá na edição de sábado, que enviei agora há pouco para o jornal. No entanto, aconteceu tantas coisas além do jogo nesses dias, que prometo selecionar algumas das histórias cômicas que me aconteceram, principalmente a do navio da Marinha, para postar nesse espaço... Bom, chega de papo, que já está tarde, e segue o texto do JM:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SvOSrffLbbI/AAAAAAAAAys/1wU1FoAH_48/s1600-h/palavrao.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 198px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SvOSrffLbbI/AAAAAAAAAys/1wU1FoAH_48/s200/palavrao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400821654031658418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A cura pelo palavrão&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu sou um desbocado em potencial. Na verdade já desconfiava disso, mas confirmei essa hipótese na noite de quarta-feira, no estádio Olímpico, assistindo e xingando o árbitro Jailson Macedo Freitas durante pelo menos uns 80, dos mais de 90 minutos de jogo. Desde o início, a ilustre personagem marcava todos os tipos de faltas para o São Paulo e nada para o Grêmio. Ele só não deu um jeito de anular o gol do Grêmio, porque não havia como. Mas, já no primeiro tempo, eu e todo o estádio descarregávamos a nossa raiva contida do dia-a-dia naquela criatura que errava como poucos erraram na história do futebol brasileiro. Uma terapia, praticamente. A cura pela fala de Nietzsche. No caso, a cura pelo palavrão. O São Paulo empatou e veio o intervalo. O assunto nas arquibancadas era um só: o árbitro. Havia três hipóteses: ou ele tinha sérios problemas de vista, ou era ladrão, ou era são-paulino. Não vou ser hipócrita e inocentar o cara, dizendo que quero acreditar que ele é honesto e blá, blá, blá, até porque o consenso geral foi o de que ele era um *&amp;#@¨$~&amp;¨%¨$#&amp;! &lt;br /&gt;Enfim, a bola rolou para o segundo tempo e a situação só piorou. Após não marcar um pênalti claro para o Grêmio e de seguir marcando faltas inexistentes para o São Paulo, o seu Jailson Macedo Freitas resolveu expulsar três jogadores do tricolor paulista, sendo que o terceiro foi nos acréscimos. Ou seja: que tempo teria o Grêmio para usufruir dessa vantagem numérica, ainda mais se considerarmos que o seu Jailson deixou o Rogério Ceni deitar e rolar na demora para cobrar faltas e tiros de meta?&lt;br /&gt;E, apesar de tudo o que aconteceu, o Paulo Autuori ainda inocentou o árbitro dizendo que não se deve criar uma cultura de reclamação no Olímpico. Ou seja, a solução para isso, para ele, é entrar em campo e jogar bola. Agora, usando essa fórmula, o time terá que correr muito mais em campo do que correria em uma situação onde não houvesse uma influência tão direta e tão visível do árbitro. É como se eu não tivesse que ter corrido do Olímpico até a Ipiranga feito um louco para pegar o T1 a meia-noite. Mas, como a Carris não tem o bom-senso de disponibilizar ônibus até mais tarde em dias de jogos da dupla, eu tenho que seguir reclamando e correndo atrás do prejuízo. Quem lucra com isso? No caso dos ônibus, os taxistas, já que é impossível ir a pé do Olímpico para o Partenon. E no caso do futebol, é o São Paulo, que segue firme rumo ao tetra.&lt;br /&gt;Inter – Se o Grêmio deixou definitivamente da luta por uma vaga no G-4, o Inter, depois de perder em casa para o Botafogo, trocou a briga pelo título para ficar apenas na corrida pelos quatro primeiros lugares, que garantem uma vaga Libertadores. Confesso que depois do último domingo, acredito que teremos boas possibilidades de termos um Gre-Nal na Copa do Brasil ou na Sul-Americana...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-5271497683710787974?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/11/cura-pelo-palavrao.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SvOSrffLbbI/AAAAAAAAAys/1wU1FoAH_48/s72-c/palavrao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-191269592490432541</guid><pubDate>Sun, 01 Nov 2009 04:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-31T21:17:59.281-07:00</atom:updated><title>Mais uma curta</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Su0L7NgABSI/AAAAAAAAAyc/FQ15u2acQJk/s1600-h/CASAL+ARDENTE+ARDENTE.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 198px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Su0L7NgABSI/AAAAAAAAAyc/FQ15u2acQJk/s200/CASAL+ARDENTE+ARDENTE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398984640151160098" /&gt;&lt;/a&gt;Repórter com vestido de oncinha - Tipo assim, todo mundo tem um ídolo, qual é o seu ídolo?&lt;br /&gt;Artista - Eu.&lt;br /&gt;Repórter com vestido de oncinha - Tipo assim, em quem você se inspira, tipo assim, pro teu trabalho, saca?&lt;br /&gt;Artista - Saco. Eu me inspiro na minha própria pessoa, saca?&lt;br /&gt;Repórter com vestido de oncinha- Tipo assim, cara, você é demais. Qual é o par perfeito para você?&lt;br /&gt;Artista - Hmmmm. Difícil essa pergunta... Acho que não existe ninguém do mesmo nível que eu....&lt;br /&gt;Repórter com vestido de oncinha - Pena... Então, não posso ter esperanças?&lt;br /&gt;Artista - Do que, guria?&lt;br /&gt;Repórter com vestido de oncinha - De ser o teu par perfeito....&lt;br /&gt;Artista - Por uma noite, até pode...&lt;br /&gt;Repórter com vestido de oncinha - Hmmm. Bom, então vamos ali resolver a parada....&lt;br /&gt;Não identificável - Hmmmmmm, jonkkkk, chompssss, chupssss, nhoccc, nhocccc, aiiiii, hummmm, ahhhhh, ohhhhhh, uhhhhhhhhhhhhhh, ahhhhhhhhhhh, fsmallahknkabaghhehakdhnsfn asdf wholfengrauerrrrrrrrrrbergggg!!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-191269592490432541?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/10/mais-uma-curta.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Su0L7NgABSI/AAAAAAAAAyc/FQ15u2acQJk/s72-c/CASAL+ARDENTE+ARDENTE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-2027391715546222092</guid><pubDate>Sat, 31 Oct 2009 03:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-30T21:15:33.447-07:00</atom:updated><title>Mini-contos</title><description>Saiu a lista das datas das sessões de autógrafos na Feira do Livro de Porto Alegre dos autores que tiveram seus contos selecionados para o livro da Nescafé, “Não deixe a vida esfriar”, realizado pela Nestlé em parceria com o grupo RBS. Na verdade estou em duas datas: na segunda-feira do dia 9 de novembro e no sábado do dia 14. Pedi pra trocar o sábado do dia 14, pois não estarei em Porto Alegre, porém, ainda não tenho a resposta (mandei o e-mail há dois minutos). Então, confirmada mesmo, está a minha participação no dia 9 de novembro. Convido a todos os leitorinhos para comparecerem lá, nessa data, apesar do Gérson Alemão, leitor oficial do blog, estar na Itália. &lt;br /&gt;Bom, como eu não achei aqui a cópia do meu conto, que na verdade, como já disse, é um mini-conto de aproximadamente 6 ou 7 linhas, publico aqui outras quatro histórias curtas, inventadas agora, madrugada de sexta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Suu1kwhTUNI/AAAAAAAAAx0/7e0PmTtsqVw/s1600-h/mulheres.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Suu1kwhTUNI/AAAAAAAAAx0/7e0PmTtsqVw/s200/mulheres.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398608221438169298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Quatro mulheres conversando numa mesa de bar. Todas falam ao mesmo tempo:&lt;br /&gt;Mulher 1 – Mas guria, tu viu que o Vicentinho deixou da Martinha e anda com aquela piranha da Vanessa, e tu acredita que eles...&lt;br /&gt;Mulher 2 – Menina do céu, nem te conto...  antes de eu vir aqui eu fiquei cinco horas no Marquinhos arrumando meu cabelo, e tu acredita que aquela bicha louca deixou meu cabeço de molho 18 minutos e 59 segundos, ao invés dos 16 minutos e 23 que ele sempre deixa? Olha só – diz ela apontando para o cabelo – meu cabelo está hor-ro-ro-so... todo enrolado... mas a pior foi...&lt;br /&gt;Mulher 3 – Guria, o Vilson me ligou e queria saber onde eu ia hoje, e eu disse que sairia com as gurias, e ele ficou brabo só porque a tia dele ta passeando e ele queria que eu estivesse lá e...&lt;br /&gt;Mulher 4 – Isso não é nada gurias, pior foi a minha tia que disse que estava se masturbando e caiu uma unha lá dentro, e ela teve que...&lt;br /&gt;E o pior: elas se entendem...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; *****************&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Suu2w2ZE3WI/AAAAAAAAAx8/IwVs_F76KeI/s1600-h/homens.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 148px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Suu2w2ZE3WI/AAAAAAAAAx8/IwVs_F76KeI/s200/homens.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398609528684338530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Quatro homens estão numa mesa de bar, bebendo.&lt;br /&gt;Homem 1 – Olhem lá aquela mina – todos olham.&lt;br /&gt;Homem 2 - ............&lt;br /&gt;Homem 3 - ..................&lt;br /&gt;Homem 4 – Que horas é o jogo do Corinthians amanhã?&lt;br /&gt;Eles também se entendem...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; *****************&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Suu24XzIuuI/AAAAAAAAAyE/zg92SxOJByA/s1600-h/crian%C3%A7as.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Suu24XzIuuI/AAAAAAAAAyE/zg92SxOJByA/s200/crian%C3%A7as.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398609657911098082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Sujeito está caminhando na beira da praia com o amigo e perde um dos chinelos que estava enrolado na camiseta, que ele segurava embaixo do braço direito. Resolve voltar e vê um grupo de crianças brincando de lançamento de chinelo dentro do mar.&lt;br /&gt;- O guri, esse chinelo é meu. Da pro tio.&lt;br /&gt;Guri nem bola, lança o chinelo para o amiguinho, que lança rapidamente para o terceiro.&lt;br /&gt;- O guri, devolve o chinelo do tio...&lt;br /&gt;Gurizada segue jogando o chinelo. &lt;br /&gt;- O gurizada, o tio precisa ir embora, devolvam o chinelo... Gurizada... por favor gurizada...&lt;br /&gt;Tio sai chorando do mar sem o chinelo, enquanto a gurizada segue o jogo do chinelo...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; *****************&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Suu4Zz4XptI/AAAAAAAAAyU/6_W_bZP_bOI/s1600-h/oncinha.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Suu4Zz4XptI/AAAAAAAAAyU/6_W_bZP_bOI/s200/oncinha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398611331896551122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Serginho está numa boate e resolve chegar na mina mais espetacular da festa: uma loira bronzeada de vestido de oncinha que vai até a metade das coxas. &lt;br /&gt;- Olá.&lt;br /&gt;- Olá.&lt;br /&gt;- Tudo bem?&lt;br /&gt;- Tudo bem. &lt;br /&gt;- Como é seu nome?&lt;br /&gt;- Alcinda.&lt;br /&gt;- Hmmmm, belo nome.&lt;br /&gt;- Obrigada.&lt;br /&gt;- O que você faz?&lt;br /&gt;- Estudo enfermagem...&lt;br /&gt;- Quero ficar com você – diz o sujeito olhando pra ela.&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Quero ficar com você.&lt;br /&gt;- Falasério. Sai pra lá – diz aloira em tom de Sílvio Santos.&lt;br /&gt;- Eu quero.&lt;br /&gt;- Sai pra lá, já disse.&lt;br /&gt;Ele baixa a cabeça, com ar triste. De repente arregala os olhos, ergue as mãos abertas, e grita:&lt;br /&gt;- Pegadinha do Malandro!!!!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-2027391715546222092?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/10/mini-contos.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/Suu1kwhTUNI/AAAAAAAAAx0/7e0PmTtsqVw/s72-c/mulheres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-8646548348508023628</guid><pubDate>Tue, 27 Oct 2009 01:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-26T18:09:25.109-07:00</atom:updated><title>A dança do amanhã</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SuZIDtczToI/AAAAAAAAAxs/2jVYOmz1lIQ/s1600-h/valsa-polar.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 160px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SuZIDtczToI/AAAAAAAAAxs/2jVYOmz1lIQ/s200/valsa-polar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397080432027324034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma dança enlouquecida&lt;br /&gt;Um corpo molhado&lt;br /&gt;Malhado&lt;br /&gt;Excitado&lt;br /&gt;Suado pelo calor&lt;br /&gt;Das chamas da cidade&lt;br /&gt;Que pega fogo &lt;br /&gt;Em meio ao frio calórico&lt;br /&gt;Que choca, que racha&lt;br /&gt;Que deslumbra, que encanta&lt;br /&gt;Enfim, uma dança...&lt;br /&gt;Uma dança do ventre&lt;br /&gt;Uma dança no vento&lt;br /&gt;Uma dança que inventa&lt;br /&gt;Inventa uma vida&lt;br /&gt;Inventa um amor&lt;br /&gt;Inventa um sonho&lt;br /&gt;Um sonho que se movimenta&lt;br /&gt;Que se levanta, agita&lt;br /&gt;Que acorda, que grita&lt;br /&gt;Que deixa simplesmente&lt;br /&gt;Sentindo algo muito melhor&lt;br /&gt;Do que o que sentimos ontem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-8646548348508023628?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/10/danca-do-amanha.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SuZIDtczToI/AAAAAAAAAxs/2jVYOmz1lIQ/s72-c/valsa-polar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-1540884183564345618</guid><pubDate>Tue, 27 Oct 2009 01:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-27T08:03:51.606-07:00</atom:updated><title>O Gre-Nal que não aconteceu</title><description>No último domingo, disse alguém, que o Inter venceu um Gre-Nal, o que não sei se é verdade. Lembro que saí de casa com o intuito de ver o tal Gre-Nal. Passei correndo na Lara para entregar o gravador que ela havia me emprestado (para entrevistar o Verissimo) e fui reto catar um lugar (longe do Beira-Rio) para ver o tal jogo, no entanto, não achava um puto boteco com espaço para sentar. Absolutamente todos os bares da Cidade Baixa estavam lotados. Peguei a Loureiro da Silva, passei as duas perimetrais, e entrei na Lima e Silva. Pelo movimento que tinha no sentido Lima e Silva – Loureiro da Silva, faltando algo como 15 minutos para começar o jogo, calculei que não houvessem mais lugares. Acabei me instalando num boteco, acho que se chama “Comes”, ou algo assim, para ver a tal partida. Em pé, na calçada, óbvio. Eram dezenas de pessoas, e eu, amontoadas para tentar ver alguma coisa nas duas telas de TV instaladas lá longe. Antes de a partida iniciar, peguei uma latona de cerveja no boteco do lado (tipo lancheria), e fiquei ali, bebericando. O cara que estava no meu lado pediu uma para o garçom, e vi que o preço ali era mais caro do que no boteco do lado. Cutuquei o maluco:&lt;br /&gt;- Bah, aqui do lado é mais barato. Na próxima podemos combinar de pegar duas para tentar um descontinho...&lt;br /&gt;E eis, então, que nasce uma amizade. O cara estava sozinho, e dali a pouco chegou um amigo. &lt;br /&gt;- Ó, esse aqui é o Eduardo, meu brother. Eu ia pega uma ceva aqui, e ele disse que a do lado é mais barata...&lt;br /&gt;Flávio, o nome dele, e algo como Israel, ou Isaias, o nome do amigo. Não me lembro bem. No entanto, logo que o jogo iniciou, disseram que o Inter fez um gol. Os colorados pulavam, festejavam, gritavam. E nós ali, com cara de tacho. O primeiro tempo acabou, e num outro boteco, mais para o lado, não havia jogo nenhum nos aparelhos de TV. Fomos lá tomar umas, e acabamos ficando por ali mesmo. Lá pelas tantas, uma loira e uma morena sentaram-se perto da entrada. Os dois passaram a teorizar:&lt;br /&gt;- A morena, pelo jeito, é garota de programa aposentada. Ainda está conservada... – disse o Ismael, ou Isaias, vá saber.&lt;br /&gt;- É – completou o outro – mas a loira não.&lt;br /&gt;- Não, não – disse o Ismael – a outra é muito feia.&lt;br /&gt;- Muito feia – concordei.&lt;br /&gt;- E a morena – acrescentou o Flávio – deve ter sido tirada da zona por um médico rico.&lt;br /&gt;- É – concordou Ismael – e o marido deve estar viajando para São Paulo e agora estão ali, bebendo chope com o dinheiro dele...&lt;br /&gt;Senti-me numa crônica do David Coimbra. Lá pelas tantas, uma gritaria do lado de fora. Fui espiar, os gremistas davam socos no ar. Gol do Grêmio, disse. Saímos. Que nada, não passava de um pênalti não marcado pelo juiz. E assim acabou o jogo. E assim acabou o domingo. Não vi nada do Gre-Nal. Não vi o Jornal do Almoço, nem o Globo Esporte, tampouco os gols do Fantástico. Ou seja, para mim, não houve Gre-Nal. Afinal, como já prevêem os teóricos da comunicação, a mensagem está na interpretação do receptor, e não na intenção do emissor. Ou seja: não fui atingido pela mensagem. Essa mensagem, para mim, não existe. Ou ainda, em termos mais populares: o que os olhos não vêem, o coração não sente. E, portanto, não houve Gre-Nal. Ponto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-1540884183564345618?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/10/o-gre-nal-que-nao-aconteceu.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-2682454302784611374</guid><pubDate>Sat, 24 Oct 2009 04:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-24T10:46:59.256-07:00</atom:updated><title>Esse mundo está perdido, seu moço!</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SuKFRxelA7I/AAAAAAAAAxk/kjqybt6dUPs/s1600-h/velho.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 317px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SuKFRxelA7I/AAAAAAAAAxk/kjqybt6dUPs/s320/velho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396021843929138098" /&gt;&lt;/a&gt;Quando começou a esquentar, resolvi deixar o abrigo. Quer dizer, não sei até hoje se fui eu quem decidiu sair do abrigo, ou se foram eles que decidiram sair comigo. O fato é que assim que o frio passou, comecei a chegar de madrugada, bêbado, e era acordado aos berros antes do meio-dia e chutado para a rua. Enfim, chegou um ponto que não dava mais e fui definitivamente para a rua. Todo o início de primavera é assim. Aliás, na minha idade isso não é nada. Em 64 anos de vida já passei por muita coisa, seu moço. Hoje não tenho nada. Mulher e filhos, nunca mais ouvi falar. Provavelmente se me encontrassem, eu seria execrado e crucificado por eles. Com razão ou não? Vá saber. Não preciso de ninguém para dizer o que já sei: que sou um velho bêbado e fracassado. Agora vivo disso: esmola na Rodoviária, no centro, nas portas de restaurantes, e por aí vai. Já quando a noite chega, acho um canto escuro e durmo. Geralmente vou ao mesmo lugar por um tempo, até que o guardinha da rua ou o proprietário da casa ou um dos moradores dos prédios resolve me tocar como um cachorro sarnento. Às vezes o pessoal da prefeitura tenta me levar de volta para o abrigo, mas lá já me conhecem. Vou um dia, no outro estou de volta às ruas. Acho que se pudessem, me mandavam de volta para a cadeia. Já aconteceu comigo, sabe? Acusaram de um crime que não cometi só para me tirar de circulação. Mas, até eu, um vagabundo sem condições de contratar um advogado qualquer, cedo ou tarde acabo liberado. Posso até assumir a culpa, pedir para ficar lá, que eles me soltam. Lá não é muito diferente do que aqui. Pelo menos na minha idade. Chego lá, fico no meu canto, ninguém mexe. Eles estão mais preocupados em comandar os negócios que rolam no lado de cá das grades.&lt;br /&gt;Já vi de tudo nessa vida, seu moço. Presenciei assassinato enquanto tentava dormir na madrugada. Nem dei bola, fingi que não era comigo. Certa vez, dois caras esfaquearam um ruivo num canto escuro onde eu pestanejava. Fugiram. Eu estava completamente bêbado, e segui dormindo. Os policiais me acordaram quando acharam o defunto, todo furado, e me levaram junto para a delegacia. Não tinha muito o quê contar. O morto era um conhecido deles, e sabiam que eu não tinha nada a ver com a história. Chutaram-me para fora da delegacia e ainda disseram: “fique longe de confusões, velho, estamos de olho em você”. Eu heim. E eu sou lá de me meter em confusão? Só quero viver. Ou melhor, sobreviver. Apesar de que às vezes tenho dúvidas do quanto eu quero isso. Estou cansado, sabe? Durante um período eu arranjava uns amigos. Cachorros de rua, óbvio. Só neles é que se pode confiar. Mas sempre algum maldito adolescente desmiolado acabava miseravelmente com a vida de algum deles, e isso me consumia, me deprimia. Desisti. Agora não deixo nem os cachorros me acompanharem. Outro dia, acordei com dois cachorros trepando ao meu lado. Malditos. Porém, coisas desse tipo são comuns. Quando não são os cachorros, são as pessoas. Num lugarzinho que tirei pra dormir durante mais ou menos um mês, toda a noite as prostitutas e travestis das redondezas levavam uns caras lá para fazer o serviço. Eu acordava com aquela gemeção. Saía um, vinha outro. No início até espiava, me empolgava... Mas com o tempo, nem ligava mais. Sempre a mesma história: chomp, chomp, chomp, chomp... ahhh... silêncio, acerto de contas, e segue a noite. Até que um dia o dono do lugar (uma lanchonete que fechava cedo), de saco cheio de chegar toda a manhã e ter que limpar a sujeira que faziam, ficou de tocaia. Eu até vi o desgraçado escondido, mas fingi que não era comigo, e quando a prostituta estava trabalhando legal no cara, o dono do lugar saltou com o revólver em punho e foi grito pra tudo quanto é lado. Confesso que até eu pulei. O cara se assustou comigo, e botou o revólver na minha cabeça. De novo foi parar todo mundo na delegacia: eu, o dono da lanchonete, a prostituta e o gordo que estava com ela, que só dizia “pelo amor de Deus, não me entreguem, pago o que quiserem, eu sou casado, por favor...”. Eu só pensava em sair dali e voltar a dormir. &lt;br /&gt;Mas é isso, seu moço. Assim eu tenho passado meus dias. Se espero que minha vida melhore? Pois olha, seu moço, pra minha vida melhorar só se um anjo baixar aqui e me consagrar. Afinal, Jesus não tinha dito que quem quer ir para o céu deveria doar todos os seus bens materiais e se dedicar só a fazer o bem? Pois o que mais vejo são carrões estacionados na porta da Igreja nos domingos... e o pior é que os mesmos que estão lá, estão depois aqui nos escurinhos com as meninas... Esse mundo está mesmo é perdido, seu moço...Perdidinho da silva... Mas que nada, um dia uma delas cai no meu colo, seu moço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-2682454302784611374?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/10/esse-mundo-esta-perdido-seu-moco.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SuKFRxelA7I/AAAAAAAAAxk/kjqybt6dUPs/s72-c/velho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-5354755417666685981</guid><pubDate>Thu, 22 Oct 2009 23:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-23T08:35:48.687-07:00</atom:updated><title>O alemãozinho do Carrefour</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SuDuWpZmuSI/AAAAAAAAAxc/xq_2rqncTPk/s1600-h/alemaozinho.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SuDuWpZmuSI/AAAAAAAAAxc/xq_2rqncTPk/s200/alemaozinho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395574426427636002" /&gt;&lt;/a&gt;As filas do Carrefour são sempre interessantes. É quase um circo, onde um monte de gente estranha fica com cara de quem está esperando (e realmente estão), enquanto você olha para elas com cara de quem também está esperando (e realmente está) e então você suspira, da uma olhada nos carrinhos dos outros, e fica imaginando o quê aquela loira tatuada de 18 anos com cara de Angeline Jolie faz beijando na boca aquele velho de 69 anos que mal pára de pé, e por ai vai....&lt;br /&gt;Hoje me aconteceu mais uma nessas filas. Estava eu, segurando cinco pãezinhos, um saco de salsichas e um saco de batata palha em uma mão, e uma nota de dez reais amassada na outra, quando comecei a ouvir uma mulher falando em alemão com uma criança. Eu olhei para a criança, ela fez cara de pânico, abriu bem a boca e....&lt;br /&gt;- AAAAAHHHHHHHHHH!&lt;br /&gt;Eu arregalei os olhos, já ia falando “calma, calma, garotinho”, até tentei formular essa frase em alemão, mas não consegui. No entanto, o alemãozinho, que devia ter uns três anos, quatro, no máximo, fechou o seu bocão, olhou para a mãe alemoa, e disse, apontando para mim, com sotaque alemão:&lt;br /&gt;- O pai do Dudu.&lt;br /&gt;Eu olhei para os lados, e realmente era para mim que o pirralho apontava. Pai do Dudu. Eu, um próprio Dudu, pai de outro Dudu... Vejam vocês. Eu olhei para a alemoa e perguntei:&lt;br /&gt;- Pai de quem?&lt;br /&gt;- Ele te achou parecido com o pai de um amiguinho dele – disse ela com sotaque alemão, e completou – E não é que é parecido mesmo?&lt;br /&gt;Tu vês. Eu pareço com o pai de algum Dudu, amigo do alemãozinho, filho da alemoa, que deve ser alemoa da Alemanha casada com algum brasileiro, pois ela fala português com sotaque. E o alemãozinho, vejam vocês, é bilíngüe com menos de quatro anos. Depois dessa paguei a conta, peguei a minha sacola e segui rumo ao apartamento da Rua dos Cubanos, assobiando A Cidade em Chamas, dos Engenheiros...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-5354755417666685981?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/10/o-alemaozinho-do-carrefour.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SuDuWpZmuSI/AAAAAAAAAxc/xq_2rqncTPk/s72-c/alemaozinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-7862859540469182304</guid><pubDate>Sat, 17 Oct 2009 18:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-17T12:00:54.526-07:00</atom:updated><title>Uma noite feliz para seu Anselmo</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/StoUXz9tBXI/AAAAAAAAAxU/WRSFKL01FII/s1600-h/VELHO+TARADO.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 176px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/StoUXz9tBXI/AAAAAAAAAxU/WRSFKL01FII/s200/VELHO+TARADO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393645903048148338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dois jovens de aproximadamente 18 anos estão vendo uns vídeos pornôs no computador, em uma ruazinha de um bairro qualquer de uma cidade qualquer do interior do Rio Grande do Sul. Uma janela grande, com uma cortina praticamente transparente, separa o computador com os dois devassos, da calçada completamente deserta. Afinal, já se passa da meia-noite. Seu Anselmo, um senhor de 63 anos, que viu sua mulher fugir de casa com filhos e netos há 20 anos, vem perambulando por ali em ziguezague, agarrado a sua garrafa plástica de canha barata. Depois que foi abandonado pela família, cansada de seus tragos e agressões a todos, ele ainda conseguiu morar na sua pequena casa, pagando aluguel com dificuldades. No entanto, acabou sendo despejado, e dali foi para uma pensão, e da pensão para o abrigo. No abrigo, comparece às vezes. É muito chato, tem hora pra chegar, hora pra sair, tem que ficar cuidando o seu sapato velho e furado, senão roubam, enfim, a rua é mais aconchegante e menos cruel. Comprou a garrafa de canha com as moedas que ganhou naquele dia na estação Rodoviária. Agora estava ali, andando sem rumo pelas ruas daquela cidade deprimente. &lt;br /&gt;Enquanto ziguezagueia na escuridão, seu Anselmo enxerga aquela janela com uma faixa de pano transparente e vê luzes vindas lá de dentro. Com ar curioso, se aproxima, tentando não fazer barulho. Quando cola o rosto na janela, vê dois jovens, um loiro e um moreno, dando risadas e apontando para aquele quadrado estranho, que parece uma televisão. Um deles está na frente, e só vê as luzes que ficam piscando. Quando o loiro sai da frente, ele vê algo que o hipnotiza: uma loira monumental está literalmente mamando num velho... Um velho como ele! Ele fica olhando aquela cena. Olha do monitor para os jovens, que dão muitas risadas, dos jovens para o monitor, do monitor para a canha... toma um longo gole, limpa a boca, e segue olhando aquele espetáculo. Tenta lembrar qual foi a última vez que teve uma mulher... Bem, certa vez ele pegou meio a força uma outra moradora de rua, mas devia fazer uns quatro anos. De comum consentimento foi... foi... putz, foi com a ex-mulher, há mais de 20 anos! Depois disso, chegou até a juntar alguns trocados para gastar no bordel mais barato da cidade. Mas não chegava a ser uma relação igual a que tivera com a mãe de seus filhos. Elas cobravam e ainda por cima reclamavam do cheiro, do bafo de canha, da sujeira. Umas vadias, pensava. Voltou a se concentrar na loira, que agora era penetrada de quatro pelo velho. Por que não era ele aquele velho? Vida injusta. Alguns nascem com tanto, outros com tão pouco. E o tamanho daquele troço? O dele devia medir a metade... Olhou para baixo e abriu as calças para verificar o tamanho. Com a empolgação por ver aquela cena até que estava maior... Começou a passar a mão, enquanto via a loira com os olhos cerrados e a boca aberta, parecendo sentir muito prazer. Seu Anselmo se empolga, começa a mexer mais rápido, mais rápido mais rápido até que... até que, ao gozar, não se agüenta e berra: “ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh”. Os dois jovens tomam um susto. Vêem aquele velho do outro lado da janela se remoendo. Deve estar passando mal, calculam. Os dois correm para fora, para acudi-lo. Ao chegar ele está caído na calçada, com os olhos fechados e a cara mais feliz do mundo, rodeado pela canha, que derramou ao seu redor, fazendo uma poça de felicidade. E naquela noite, seu Anselmo dormiu alegre, como há muito não dormia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-7862859540469182304?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/10/uma-noite-feliz-para-seu-anselmo.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/StoUXz9tBXI/AAAAAAAAAxU/WRSFKL01FII/s72-c/VELHO+TARADO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-5189056412548221555</guid><pubDate>Thu, 15 Oct 2009 21:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-15T14:30:37.642-07:00</atom:updated><title>Criatividade carnavalesca</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SteTWgjtHuI/AAAAAAAAAxM/jWyZfOP_k24/s1600-h/canaval+na+praia.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SteTWgjtHuI/AAAAAAAAAxM/jWyZfOP_k24/s200/canaval+na+praia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392941093705555682" /&gt;&lt;/a&gt;Era carnaval de 2004. Ou seja, já se passaram mais de cinco anos do ocorrido. Eu e meu primo italiano Gérson, que então morava no Paraná, resolvemos, na falta do que fazer, passar o Carnaval em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Eu estava na faculdade, ainda nem tinha começado a pensar em monografia, projeto experimental, quem dirá em mestrado. Minha vida era a seguinte: algumas leituras, algumas ficadas, muitas festas, muitas bebidas, pouco dinheiro, muitas risadas, muitas parcerias, muito estresse no trabalho, muita correria, enfim, uma vida agitada e divertida, regada a muita cerveja, alguns destilados e alguns amores platônicos um tanto Charlie Brown para ocupar a mente. Como já tinha consciência naquela época, sabia que era uma das melhores, se não a melhor, fase da minha vida. &lt;br /&gt;Enfim, em meio a tudo isso, combinamos de passarmos o carnaval de 2004 em Cambiriú. A expectativa era a melhor possível: praia, verão, música, mulheres em biquínis sumários, nenhum compromisso com horário, apenas acordar no meio da tarde, comer algo, dar um mergulho no mar, pegar um futebolzinho no fim da tarde a beira mar, voltar pra casa, tomar um banho, se vestir, e sair para a noite para voltar no outro dia de manhã. No entanto, havia um porém em toda essa questão: a falta de grana, pra variar. Eu estava em férias no meu emprego na Rádio Jornal da Manhã, em Ijuí, e meu primo estava em férias no Banco, em Londrina. Apesar disso, a grana era escassa. Tínhamos para pagar as diárias numa pensão barata que eu conhecia, do início dos anos 2000, quando trabalhei como mensageiro em um hotel. Tinha o telefone do cara, liguei, e fiz as reservas. Pedimos para ficar no mesmo quarto, já que eram quartos coletivos. Aliás, uns 15 quartos no primeiro piso e uns 10 no segundo. Um banheiro para cada piso. Ainda bem que acordávamos de tarde, aí não atrapalhávamos os trabalhadores desse Brasil. Se bem que também éramos trabalhadores, só que estávamos em férias. Enfim. Numa das nossas dormidas, eu acordei ouvindo gritos. Ouvia tudo, enquanto o Gérson roncava na cama dele. Um cara, que dividia o quarto com outro, pegou todas as coisas do colega de quarto e deu no pé. Só ouvi o dono da pensão falando: “bem que me disseram que esse aí tinha saído do presídio há uma semana...”. Tu vês. O Gérson não viu nada, viu apenas as morenas estonteantes que deviam animá-lo em seu sonho, pois uma baba escorria no travesseiro. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SteTPPxSaTI/AAAAAAAAAxE/DXLRedl6ppY/s1600-h/freezer.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 141px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SteTPPxSaTI/AAAAAAAAAxE/DXLRedl6ppY/s200/freezer.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392940968940038450" /&gt;&lt;/a&gt;Mas essa foi apenas uma das curiosidades. Outra era a nossa criatividade diante das necessidades. Não havia cozinha, frigobar, mesa, cadeira, nada disso na referida pensão. Era simplesmente um quarto pequeno, com um guarda-roupa pequeno e duas camas de solteiro. Nada mas. E, para poupar a grana, a gente tomava Sprite dois litros com vodka Raiska antes de ir para a balada. Só que nos deparamos com um problema: o Sprite a gente podia pegar gelado, mas quando misturávamos a Raiska quente, ficava tudo morno, e a gente tinha que comprar gelo, o que era um absurdo na nossa situação. Com isso, logo de cara tivemos a idéia de ao nos acordarmos, lá pelas duas ou três da tarde, passar no mercado que tinha perto da pensão e colocar a Raiska no freezer dos sorvetes, bem embaixo, escondido. O mercado fechava às 21h, então, lá pelas 20h55 íamos lá pegar a Raiska geladinha e pronta para ser bebida, misturada ao Sprite gelado. Não resolvia por inteiro o problema, pois quando a bebida chegava pela metade já estava morna, e tínhamos que comprar um pouco de gelo, mas já reduzia os gastos com gelo pela metade, e sobrava mais para tomarmos outras bebidas dentro dos recintos festivos. Outra medida drástica era referente à alimentação. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SteTEmhluJI/AAAAAAAAAw8/79fNMvK2H_0/s1600-h/banho+espuma.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SteTEmhluJI/AAAAAAAAAw8/79fNMvK2H_0/s200/banho+espuma.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392940786069649554" /&gt;&lt;/a&gt;Não lembro quanto ao Gérson, mas eu comia uma ou duas torradas no almoço e fazia um lanche de noite. Tudo para não gastar. Mesmo assim, acho que voltei devendo alguns reais para o meu primo, que depositei quando recebi da rádio. Acho que depositei... enfim. Essas foram algumas das histórias daquele Carnaval, naquele longínquo 2004. Isso que eu nem falei do banho de espuma e da dor de barriga que tivemos na chegada... daria um livro, essa viagem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-5189056412548221555?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/10/criatividade-carnavalesca.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/SteTWgjtHuI/AAAAAAAAAxM/jWyZfOP_k24/s72-c/canaval+na+praia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6067851583113025641.post-6205577644615669006</guid><pubDate>Tue, 13 Oct 2009 23:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-13T16:50:42.849-07:00</atom:updated><title>Alô, alô dona Teresa!</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/StUR_UOSjwI/AAAAAAAAAws/FzGXqBbylLM/s1600-h/portuga.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 184px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/StUR_UOSjwI/AAAAAAAAAws/FzGXqBbylLM/s200/portuga.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392235908304113410" /&gt;&lt;/a&gt;Bom, estou escrevendo aqui, rapidamente, por dois motivos: primeiro, porque recebi um e-mail que literalmente me deixou muito feliz. E segundo, porque fazia tempo que não escrevia aqui, já que estou em Santo Ângelo, fazendo alguns bicos jornalísticos e acadêmicos, e tenho meus compromissos conjugais e futebolísticos. Mas enfim, voltando ao primeiro motivo, é um a-mail que recebi da leitora portuguesa Teresa, que achou meu blog pelo Google, e que morou em Porto Alegre no final dos anos 60 e início dos 70 e era vizinha do Erico! Vejam vocês, que mundo pequeno. E eu que achava que minha irmã e o Gérson eram os únicos leitores do meu blog? Mas, como a comida está pronta e vai começar a esfriar, posto aqui, na íntegra o e-mail, que me deu uma boa injeção de ânimo e de entusiasmo. Obrigado, Teresa! Ah, e não mexi em nada no texto, mantendo o português de Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Olá Eduardo Ritter. Fui parar ao seu Bloggue deambulando pelo Google, PIPL, etc. para procurar/encontrar nomes, referências, lugares que estão tão lá no fundo de mim, que eu própria me espanto como as consigo puxar para cima, lembrei-me de Érico Veríssimo.Sou portuguesa e tive a felicidade de viver em Porto Alegre com os meus pais, de 1967 a 1973.Era misterioso para mim viver tão perto duma pessoa que eu considerava pertencer a um patamar superior. Eu morava na Rua Ferreira Viana e tantas vezes via o Érico Veríssimo!Assim que comecei a estudar em Porto Alegre, no então Ginásio Estadual Sir Winston Churchill (já não deve existir, pois era um edifício tão velho na Rua da República...), tive logo uma afinidade muito grande com a minha Professora de Português, Laura Sampaio, que foi a minha "madrinha" na iniciação da Literatura Brasileira. Como eu gostei de Clarissa.... e o Tempo e o Vento??Estou decidida a reencontrar estas obras para me fazerem voltar à infancia/adolescência. Bom, lá estou eu a sonhar, a escrever...quem sabe um dia voltarei a Porto Alegre e rever a rua onde vivi e a vizinha casa branca e azul, com flores, onde (fiquei surpreendida!) ainda vive o filho do escritor?? Li um pouco do seu Bloggue, sei que é jornalista, peço desculpa por algum erro ou alguma frase menos correcta.... mas aqui estou eu tão longe, em Portugal, a contactá-lo por causa do Érico Veríssimo, o meu escritor preferido de infância. &lt;br /&gt;Cumprimentos &lt;br /&gt;Teresa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;PS: Arion (Zinho), Dom Quixote manda dizer que acredita que vassunce vai pagar o resgate dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6067851583113025641-6205577644615669006?l=orebate-eduardoritter.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2009/10/alo-alo-dona-teresa.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LFt56_qH46Q/StUR_UOSjwI/AAAAAAAAAws/FzGXqBbylLM/s72-c/portuga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item></channel></rss>